segunda-feira, 30 de abril de 2012

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Realidade - Domingo de Ramos



Um jumentinho voltando para sua casa todo contente, fala para sua mãe:

- Fui a uma cidade e quando lá cheguei fui aplaudido, a multidão gritava alegre, e estendiam seus mantos pelo chão... 
Todos estavam contentes com a minha presença. 
Sua mãe questionou se ele estava só .e o burrinho disse: 
-Não, estava levando um homem com o nome de Jesus.
Então sua mãe falou:
-Filho, volte nessa cidade, mas agora sozinho.
Então o burrinho respondeu:
- Quando eu tiver uma oportunidade, voltarei lá...
Quando retornou a essa cidade sozinho, todos que passavam por ele
fizeram o inverso,maltratavam, xingavam e até mesmo batiam nele.
Voltando para sua casa, disse para sua mãe:
- Estou triste, pois nada aconteceu comigo. 

Nem palmas, nem mantos,nem honras...
Só apanhei, fui xingado e maltratado. 

Eles não me reconheceram, mamãe...
Indignado o burrinho disse a sua mãe:
- Porque isso aconteceu comigo???
Sua mãe respondeu:
- Meu filho querido, você sem JESUS é só um JUMENTO...

LEMBRE-SE SEMPRE DISSO !!!.

Autor desconhecido.
Texto retirado da internet


sexta-feira, 13 de abril de 2012

Nota da CNBB sobre o aborto de Feto "Anencefálico"




A Conferência Nacional dos bispos do Brasil, logo após a conclusão do julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 54, emitiu nota oficial lamentando a decisão. No texto, os bispos afirmam que "Legalizar o aborto de fetos com anencefalia, erroneamente diagnosticados como mortos cerebrais, é descartar um ser humano frágil e indefeso".

Leia a integra da Nota:

Nota da CNBB sobre o aborto de Feto “Anencefálico”

Referente ao julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 54


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB lamenta profundamente a decisão do Supremo Tribunal Federal que descriminalizou o aborto de feto com anencefalia ao julgar favorável a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental n. 54. Com esta decisão, a Suprema Corte parece não ter levado em conta a prerrogativa do Congresso Nacional cuja responsabilidade última é legislar.


Os princípios da “inviolabilidade do direito à vida”, da “dignidade da pessoa humana” e da promoção do bem de todos, sem qualquer forma de discriminação (cf. art. 5°, caput; 1°, III e 3°, IV, Constituição Federal), referem-se tanto à mulher quanto aos fetos anencefálicos. Quando a vida não é respeitada, todos os outros direitos são menosprezados, e rompem-se as relações mais profundas.


Legalizar o aborto de fetos com anencefalia, erroneamente diagnosticados como mortos cerebrais, é descartar um ser humano frágil e indefeso. A ética que proíbe a eliminação de um ser humano inocente, não aceita exceções. Os fetos anencefálicos, como todos os seres inocentes e frágeis, não podem ser descartados e nem ter seus direitos fundamentais vilipendiados!


A gestação de uma criança com anencefalia é um drama para a família, especialmente para a mãe. Considerar que o aborto é a melhor opção para a mulher, além de negar o direito inviolável do nascituro, ignora as consequências psicológicas negativas para a mãe. Estado e a sociedade devem oferecer à gestante amparo e proteção


Ao defender o direito à vida dos anencefálicos, a Igreja se fundamenta numa visão antropológica do ser humano, baseando-se em argumentos teológicos éticos, científicos e jurídicos. Exclui-se, portanto, qualquer argumentação que afirme tratar-se de ingerência da religião no Estado laico. A participação efetiva na defesa e na promoção da dignidade e liberdade humanas deve ser legitimamente assegurada também à Igreja.


A Páscoa de Jesus que comemora a vitória da vida sobre a morte, nos inspira a reafirmar com convicção que a vida humana é sagrada e sua dignidade inviolável.


Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, nos ajude em nossa missão de fazer ecoar a Palavra de Deus: “Escolhe, pois, a vida” (Dt 30,19).


Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB


Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

Fonte: CNBB

sábado, 24 de março de 2012

Medindo as riquezas do ser humano



(Fabuloso texto escrito por Catón, jornalista mexicano.)



“Tenho a intenção de processar a revista "Fortune", porque fui vítima de uma omissão inexplicável. Ela publicou uma lista dos homens mais ricos do mundo e, nesta lista, eu não apareço. Aparecem: o sultão de Brunei, os herdeiros de Sam Walton e Mori Takichiro. Incluem personalidades como a rainha Elizabeth da Inglaterra, Niarkos Stavros e os mexicanos Carlos Slim e Emilio Azcarraga. Mas eu não sou mencionado na revista.

E eu sou um homem rico, imensamente rico. Como não,  vou mostrar a vocês: eu tenho vida, que recebi não sei por que, e saúde, que conservo não sei como.

Eu tenho uma família, esposa adorável, que ao me entregar sua vida me deu o melhor para a minha; meus filhos maravilhosos dos quais só recebi felicidades, netos com os quais pratico uma nova e boa paternidade.

Eu tenho irmãos que são como meus amigos e amigos que são como meus irmãos.

Tenho pessoas que sinceramente me amam, apesar dos meus defeitos e a quem amo apesar dos meus defeitos.

Tenho quatro leitores a cada dia para agradecer-lhes porque eles lêem o que eu mal escrevo.

Eu tenho uma casa e nela muitos livros (minha esposa iria dizer que tenho muitos livros e entre eles uma casa).

Eu tenho um pouco do mundo na forma de um jardim, que todo ano me dá maçãs que iriam reduzir ainda mais a presença de Adão e Eva no Paraíso.

Eu tenho um cachorro que não vai dormir até que eu chegue e que me recebe como se eu fosse o dono dos céus e da terra.

Eu tenho olhos que vêem e ouvidos para ouvir, pés para andar e mãos que acariciam; cérebro que pensa coisas que já ocorreram a outros, mas que para mim nunca haviam ocorrido.

Eu sou a herança comum dos homens: alegrias para apreciá-las e compaixão para irmanar-me aos irmãos que estão sofrendo.

E eu tenho fé em Deus que vale para mim amor infinito.

Pode haver riquezas maiores do que a minha? Por que, então, a revista Fortuna não me colocou na lista dos homens mais ricos do planeta?

E você, como se considera? Rico ou pobre?

Há pessoas pobres, mas tão pobres, que a única coisa que possuem é... DINHEIRO.

Armando Fuentes Aguirre (Catón)

quinta-feira, 22 de março de 2012

Água, fonte de vida


Água, Fonte de Vida


Água fonte de vida,
Água que mata a sede.
Substancia que move o mundo,
Nos eleva a pensar tão profundo
E lançar nessas águas a rede.

Água alimento maior,
Sem ela não podemos viver.
Água é dádiva de Deus,
Como graça é dada aos seus;
E como seiva faz tudo crescer.

Água da chuva que cai
No varjão, na planície ou na serra
Fecunda e transforma as sementes,
Alimenta e dá força aos viventes
Que estão aqui nessa terra.

Água - este dom sacramental -
Água batismo do povo.
No Jordão manifestou grande luz
Com Deus Pai, o Espírito e Jesus;
Iniciando um mandamento novo.

Água em gotas de orvalho
Brilha sob o raio da luz.
Também como gotas brotaram,
Do lado esquerdo jorrara,
No Divino cravado na cruz.

Água que lava as mágoas
Fazendo dos olhos; nascente,
Brota no fundo da alma,
Lava as impurezas e acalma
Tal qual uma fonte corrente.

Água que move moinhos,
Move também corações.
Lava angustias e dores,
Transforma espinhos em flores,
Tirando do peito ilusões.

Água que nasce tão pura
Trazendo vida em essência.
Porém esta gente ingrata
Te usa, te suja e te mata:
Irracional; não tem consciência.

Água que tira sujeira,
Desinfeta, limpa e purifica.
Lava essa raça humana,
Transforma essa mente sacana;
À cuidar desta dádiva bendita.

Água que vem cristalina,
Jorrando cortando horizonte.
Ensina este homem pensar
Na urgência de se preservar,
E florestar tudo envolta da fonte.

Água direito de todos,
E como tal deve ser repartida.
É imoral a ganância querer
Com dinheiro, progresso e poder,
Manipular essa essência que é vida.

Façamos grande campanha,
Vamos todos economizar.
Se acabar esse líquido gostoso,
Com certeza será duvidoso
Que um ser vivo possa aqui prosperar.

Americana, 05/03/2004
Nestor de Oliveira Filho

terça-feira, 20 de março de 2012

Família


QUANDO O TEU(TUA) FILHO(A) DISSER:
PAI, MÃE NÃO SE METAM NA MINHA VIDA!

Texto criado por um sacerdote

“Aprofundando meus estudos teológicos na Família, seus valores, seus princípios, suas riquezas, seus conflitos, recordei um fato onde escutei um jovem gritar para seu pai:

NÃO SE META NA MINHA VIDA!”

Essa frase tocou-me profundamente. Tanto que, frequentemente, a recordo e comento nas minhas conferências com pais e filhos.
Se, em vez de sacerdote, tivesse optado por ser pai de família, o que diria ante essa exclamação impertinente de meu(minha) filho(a)?
PAI, MÃE NÃO SE METAM NA MINHA VIDA!

Esta poderia ser a minha resposta:
“FILHO, UM  MOMENTO, NÃO SOU EU QUE ME METO NA SUA VIDA, FOI VOCÊ QUE SE METEU NA MINHA!”

Faz muitos anos que pelo amor que tua mãe e eu sentimos, você chegou em nossas vidas e ocupaste todo nosso tempo. Tua mamãe e eu ficamos aguardando os nove meses. Ela tinha que ficar de repouso para ter uma gravidez tranquila e eu tive que me dividir entre as tarefas do meu trabalho e as da casa para ajudá-la. Os gastos aumentaram incrivelmente, eram despesas com um bom pediatra, com ginecologista, em medicamentos, na maternidade, para comprar todo o seu guarda-roupa etc. Tua mãe não podia ver nada de bebê, que não o quisesse para ti. Compramos tudo o que podíamos, contando que você estivesse bem e tivesse o melhor possível.
Chegou o dia em que nasceste! Compramos lembrancinhas de recordação para dar aos que te vieram conhecer.
Desde a primeira noite não dormimos. A cada três horas, como um alarme de relógio, despertavas para te darmos de comer. Outras poucas vezes, até chorávamos contigo porque não sabíamos o motivo e o que fazer quando você chorava.
Quando você começou a andar ou quando pensou que já sabias, tive que andar mais atrás de “você". Já não podia sentar-me tranquilo  para ler o jornal, ver um filme ou o jogo do meu time favorito, porque bastava você estar acordado, e tinha que sair atrás de você para evitar que se machucasse.
Você foi crescendo e já não querias que te levássemos às festas em casa de teus amiguinhos. Porque já eras “crescido”, não querias chegar cedo em casa. Você se incomodava por impormos regras. Não podíamos fazer comentários sobre os teus amigos, sem que você se voltasse contra nós, como se os conhecesse por toda a tua vida e fôssemos "desconhecidos“ para ti.
Cada vez sei menos de você por você mesmo. Já quase não quer falar comigo. Diz que apenas sei reclamar, e tudo o que faço está mal, ou é razão para que rias de mim, e pergunto: como, com esses defeitos, pude dar-lhe o que até agora tens tido? 
Eu e, com certeza, a sua mãe só dormirmos tranquilos quando vemos que você está conectado nos sites de relacionamento, sinal que já estas em casa.  Já quase não falamos, não me contas as tuas coisas.  Agora só me procuras quando tens que pagar algo ou necessitas de dinheiro para a universidade, ou para se divertir. Ou pior ainda, procuro-te, quando tenho que chamar-te a atenção.
Mas estou seguro que diante destas palavras: "NÃO TE METAS NA MINHA VIDA", podemos responder juntos: FILHO(A), NÃO ME METO NA TUA VIDA, POIS FOI VOCÊ QUE SE METEU NA MINHA, MAS TE ASSEGURO QUE DESDE O PRIMEIRO DIA ATÉ O DIA DE HOJE, NÃO ME ARREPENDO QUE TENHAS SE METIDO NELA E A TENHAS TRANSFORMADO PARA SEMPRE!
TODO O TEMPO, VOU METER-ME NA TUA VIDA, ASSIM COMO VOCÊ SE METEU NA MINHA, PARA AJUDAR-TE, PARA FORMAR-TE, PARA AMAR-TE E PARA FAZER DE TI UM(UMA) HOMEM(MULHER) DE BEM!
SÓ OS PAIS QUE SABEM METER-SE NA VIDA DE SEUS FILHOS CONSEGUEM FAZER DELES, HOMENS E MULHERES QUE TRIUNFAM NA VIDA E SÃO CAPAZES DE AMAR!
PAIS: MUITO OBRIGADO!
Por se meterem  na vida dos seus filhos. Ah, melhor ainda, corrijo, por terem deixado que os seus filhos se metam nas suas vidas!
E para vocês filhos:  
VALORIZEM SEUS PAIS. NÃO SÃO PERFEITOS, MAS AMAM VOCÊS E TUDO O QUE DESEJAM É QUE VOCÊS SEJAM  CAPAZES DE ENFRENTAR A VIDA E TRIUNFAR COMO HOMENS(MULHERES) DE BEM !
A vida dá muitas voltas, e, em menos tempo do que vocês imaginam, alguém lhes dirá:
“NÃO TE METAS NA MINHA VIDA!”
A  paternidade não é um capricho ou um acidente, é um dom de Deus, que nasce do Amor! Deus os abençoe a todos!

Autor desconhecido.
Texto extraído da internet

quarta-feira, 14 de março de 2012

De qual água estamos bebendo?



De qual água estamos bebendo? Temos buscado a fonte que não cessa ou a fonte que cessa e está contaminada? No mundo hoje encontramos diversas águas, a água chamada pecado é como a água do mar, você sabe que é ruim, mas experimenta. Algo mais engraçado é a pessoa que vai ao mar pela primeira vez, ela está cansada de saber que a água é salgada, mas tem que experimentar e dizer: "é salgada mesmo". Sabemos que não podemos beber a água do mar, caso contrário o problema da falta de água no mundo estaria resolvido, então, assim é com o pecado, uma água que nos faz mal, nem o melhor tratamento é capaz de purificá-la, porque não vem de Deus. A água do mar apesar de ser transparente e fresquinha, quanto mais você bebe, mais sede você vai sentir. Essa água nos lembra os prazeres do mundo. Todos nós sabemos que o pecado é gostoso, ou pelo menos, ele parece ser gostoso. Muitas vezes, quando pecamos, sentimos bem na hora. O problema é que os prazeres desta vida duram pouco tempo. Eles jamais nos deixam satisfeitos, na verdade, eles nos deixam com mais sede ainda. É como beber água salgada, nada que o mundo oferece pode matar a nossa sede. São Paulo escrevendo a Timóteo disse que: "a que vive para os prazeres, ainda que esteja viva, está morta". O pecado sempre tem consequências trágicas, sempre leva a morte. Que tenhamos então uma verdadeira decisão de afastar essa água chamada pecado da nossa vida, pois ela somente trás pedras para os rins, e consequentemente destrói a nossa vida. E que essa decisão de afastar essa água contaminada da nossa vida se traduza em atos, não adianta de nada eu ter a decisão mas na primeira situação de pecado eu já esteja pecando.

Uma outra água que está destruindo a juventude, que está matando, que está fazendo com que a juventude de fato passe vexame, é uma água amarelinha chamada cerveja, entenda que beber não é pecado, o pecado é a bebedeira, e essa bebedeira tem gerado brigas, mortes, doenças, destruição de famílias. Algo que me revolta são os acidentes ocasionados pela embriaguez, tantos inocentes que perdem a vida. As propagandas de cerveja iludem mostrando mulherada, chamando a pessoa de guerreiro (que guerreiro que nada, guerreiro é quem luta contra o pecado), eu não vejo nenhuma empresa de cerveja prestando auxílio a quem eles estão matando, só querem o lucro em meio a um capitalismo desordenado e não estão nem aí que você morra. Eu decidi não beber desde pequeno porque meus pais que bebem me disseram que não era bom pra saúde, então eu cresci sem beber não por causa de religião, ou outra coisa, precisei somente saber que não fazia bem. Conheço casos de pessoas que não se saciam mais com essa água impura e começam a beber álcool puro, e assim vão se destruindo, mas se tivessem buscado a água que Jesus oferece jamais teriam sede, porque a água que Jesus oferece não é como a água potável que bebemos; nos sacia, mas depois temos sede novamente, quem beber da água que Jesus oferece jamais terá sede!

Artigo publicado no Facebook da Irmã Ana Maria Silva

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Revelado o Mistério Cristão



Revelado o Mistério Cristão

Sources Chretiennes revela autor e datação da Carta a Diogneto

Há um escrito apologético que explica o que é o cristianismo melhor do que qualquer texto moderno. Chama-se "carta à Diogneto", mas um profundo mistério envolve este pequeno escrito, que ainda hoje, data, autor, origem e o caráter mesmo estão ainda sujeitos a vivas discussões.
Para explicar o "mistério cristão", o desconhecido autor escreve, a um destinatário chamado Diogneto: "Os cristãos nem por razão, nem por linguagem, nem por costumes se distinguem dos outros homens. De fato, não habitam cidades próprias, nem usam um jargão que se diferencia, nem conduzem um gênero de vida especial. A sua doutrina não está na descoberta do pensamento de homens vários, nem eles aderem a uma corrente filosófica humana, como fazem os outros. Vivendo em cidades gregas e bárbaras, como correspondeu a cada um, e seguindo os costumes do lugar no vestido, na comida e no resto, testemunham um método de vida social admirável e sem dúvida paradoxal".
E ainda: "Casam-se como todos e geram filhos, mas não jogam fora os bebês. Colocam em comum a mesa, mas não a cama. Estão na carne, mas não vivem segundo a carne. Habitam na terra, mas tem a sua cidadania no céu. Obedecem às leis estabelecidas, e com a sua vida superam as leis. Amam a todos, e por todos são perseguidos. Não são conhecidos, e são condenados. São mortos, e retornam a vida. São pobres, e fazem a muitos ricos; Não têm nada, e abandonam tudo. São desprezados, e nos desprezos têm glória. São ultrajados e proclamados justos. São injuriados e abençoam; são maltratados e honram. Fazendo o bem são punidos como malfeitores; condenados se alegram como se recebessem a vida..."
Verdades que mostram a admiração que os cristãos geravam entre os pagãos do tempo, mas também conceitos que são de grandíssima relevância, especialmente no contexto de um projeto de uma "Nova Evangelização".
Após a "editio princeps" (primeira edição impressa) do 1592 a "Carta a Diogneto" foi republicada totalmente ou em parte, pelo menos, 65 vezes, a sua bibliografia ultrapassa a cifra de 250 publicações.
A sua história é incrível e lendária.
Por volta de 1436 um jovem clérigo chamado Thomas d'Arezzo, que estava em Constantinopla para estudar o grego, descobriu o manuscrito em uma peixaria no meio de uma pilha de papel de embrulho.

O clérigo em questão partiu depois de missão junto aos muçulmanos e entregou o manuscrito a um teólogo dominicano, o futuro Cardeal Giovanni Stojkovic de Ragusa.
Este último levou-o consigo ao Concílio de Basileia e passou-o para o humanista Giovanni Reuchlin.

Entre 1560 e 1580 o manuscrito foi encontrado na abadia de Marmoutier na Alsácia, e entre 1793 e 1795 foi transferido para a biblioteca municipal de Estrasburgo.
No 24 de Agosto de 1870, durante a Guerra Franco-Prussiana, o fogo da artilharia prussiana incendiou a biblioteca, no qual também se destruiu o manuscrito da carta. Apesar da perda da original, o texto da carta é certo porque no século XVI fizeram-se ao menos três cópias. A primeira feita provavelmente em 1579 por Bernard Haus por conta de Martin Crusius, foi redescoberta três séculos mais tarde da C. I. Neumann e se encontra ainda hoje na Biblioteca universitária de Tubingen.
A segunda foi realizada em 1586 por Henri Estienne pela editio princeps da obra, que foi publicado em 1592: cheia de anotações de leitura e de propostas de correções, essa se encontra hoje em Leida.
A terceira, feita por J. J. Beurer entre 1586 e 1592, perdeu-se, mas o autor tinha comunicado, com suas próprias anotações, a Estienne e a Friedrich Sylburg, e este último publicou uma edição própria em 1593. Os dois estudiosos marcaram nas suas edições uma parte das notas de Beurer. Para desvendar o mistério, contar a história, procurar as fontes, identificar o autor e o destinatário, as edições francesas de autoridade, "Sources Chrétiennes", publicaram o livro "Para Diogneto", com introdução, edição crítica e comentários do especialista em história do cristianismo primitivo, Henri-Irénée Marrou.
O livro em questão foi traduzido e publicado na Itália pela Editora San Clemente e pelas Edições Studio Domenicano. A tradução foi feita por Maria Benedetta Artioli.
Segundo o autor, "a carta a Diogneto" poderia ter sido escrita em Alexandria, num período entre os anos 90 e 200, e o seu destinatário deveria ter sido o Procurador Equestre Claudio Diogneto que no 197 estava em função do Grande Sacerdote do Egito.
Para Henri-Irénée Marrou o texto apresenta "uma incontestável afinidade global e pontos de contato parciais mas numerosos como o conjunto da literatura apologética dos anos 120-210, muito semelhante aos fragmentos da 'Pregação de Pedro' e Aristide".
Durante anos este texto tem sido atribuído a São Justino, mas agora está certo que o filósofo e mártir Justino não tem nada a ver. O autor é provavelmente um contemporâneo de Hipólito de Roma e de Clemente de Alexandria e segundo o livro de Sources Chrétiennes, seria Panteno, mestre de Clemente.
De Panteno Clemente escreve "o último que conheci, mas o primeiro em potência. O descobri no Egito, onde ele estava escondido... Era uma verdadeira abelha siciliana, colhia as flores no prado dos profetas e dos apóstolos e gerava na alma dos seus ouvintes um mel puro ... "
Na conclusão Marrou explica que não surpreende o interesse ao cristianismo de um administrador romano, num período de conversões nos quais a mesma imperatriz mãe Julia Mamaea (ou Giulia Mamea) apelava ao ensinamento de Origenes.
***
Por Antonio Gaspari
Tradução TS


Fonte: cléofas

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Superstição



Análise da Superstição

Cônego José Geraldo Vidigal

Muitas pessoas  civilizadas e inteligentes  do século XXI ainda se deixam, paradoxalmente, levar por inúmeras manifestações supersticiosas. O termo superstição vem do latim superstitio que significa o que sobrevive de épocas passadas. Acreditam muitos, de fato, ingenuamente, nas formas primitivas de interpretação dos eventos da existência neste planeta, próprios tais modos de ver de povos incultos que não conheceram o desenvolvimento social. A experiência científica avançou consideravelmente, mas crendices ainda povoam mentes que se infantilizam diante dos desafios da vida. Ainda se fala em dias faustosos e aziagos, em pressentimentos tenebrosos, em forças ocultas que agem através de certos ritos inteiramente desconexos com a realidade dos fatos. O fatalismo impera em certas mentes que tudo atribuem a um determinismo que contradiz a reta Filosofia e a sã Teologia. Cumpre ser invulnerável às impressões destituídas de fundamento lógico ou bíblico. É de se notar que tantas vezes se apela para algo extraterreno a fim de justificar fracassos ou a indolência que conduziu a desastres físicos ou psíquicos. Aquele que tem fé sabe, porém, que, segundo as Escrituras, o Ser Supremo é Pai misericordioso, Pastor desvelado e Jesus deixou claro o poder da oração. Por outro lado, tantos fenômenos que se dão têm explicações científicas, mas há acontecimentos tão complexos que nem os sábios podem desvendar. O Todo-Poderoso pode vir sempre em auxílio dos que O imploram, desde que cada um faça o que estiver a seu alcance e sirva o favor divino para o bem da própria pessoa ou por quem se orou e contribua para a mesma glória do Criador de tudo. É preciso não atribuir as coincidências que ocorrem a ações malévolas do Maligno e a imaginação doentia de alguns passam a ver a intervenção de Satanás nas mínimas circunstâncias do dia a dia. A superstição é sempre indício de uma regressão infantil e demonstra insegurança e falta de uma crença profunda.  Como declarou Edmund Burke “a superstição é a religião dos espíritos fracos”. Joubert tem o mesmo pensar: “A superstição é a única religião das almas covardes”. É necessário se ater à psicologia dos atos conscientes, o mecanismo da vontade, o que flui dos reflexos nervosos  que influenciam tantas ações humanas. É que onde tremula a bandeira da verdade, atitudes supersticiosas definitivamente se afastam. O Marquês de Marica em suas famosas Máximas deixou escrito: “A superstição é filha da ignorância e produto de idéias falsas a respeito de deus e fenômenos da Natureza: o meio mais eficaz de a reduzir ou extirpar é o estudo das ciências naturais  com que se consegue uma noção clara da Natureza e atributos divinos e se dissipam muitos erros, ficções e entidades fabulosas, criaturas da ignorância, imaginação e impostura humana”. Quantas pessoas têm medo de passar debaixo de uma escada e isto acontece porque uma crença se arraigou, partindo do fato de certos indivíduos  desprevenidos não terem visto se ela estava firme, se a lata de tinta em cima estava bem equilibrada, se o pintor não estava movido a álcool... Um dos fatos mais deprimentes que se viu na televisão foi a de um Presidente da República brasileira, homem culto e político arguto, ao sair de um hotel no Rio de Janeiro voltou para poder sair pela mesma porta pela qual entrara, pois disse ele, do contrário a desgraça viria visitá-lo! Se doutores agem deste modo, se compreende que indivíduos de menor cultura se deixem levar ainda mais por explicações de certos fenômenos atribuindo-os a forças de índole sobrenatural. Atitudes irracionais, como por exemplo, ligar a ferradura de um animal à sorte de uma casa que a tem pregada na soleira da porta. Há completa desconexão entre causa e efeito. Deste modo a superstição nunca se justifica. Cumpre raciocinar para se chegar a uma conclusão plausível e não relacionar nunca efeitos estranhos com causas ineptas que impressionam por motivos acidentais ou por semelhança meramente extrínseca com os ditos efeitos.  A superstição denoda decrepitude do pensamento, fuga do homem de si mesmo e negação de sua dignidade de criatura pensante. Não se deve nunca admitir qualquer tipo de feitiço, pois isto repugna à uma inteligência esclarecida e a quem tem verdadeira fé em Deus. Ridículas foram as simpatias para o Ano Novo de 2012, como ter comido três uvas à meia-noite, fazendo um pedido para cada uma delas; ter jogado moedas da rua para dentro de casa para atrair riqueza. Estas e outras atitudes semelhantes são indignas  de um autêntico cristão.

Professor no Seminário de Mariana MG durante 40 anos
Fonte: catolicanet

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Casa de cada um



CASA DE CADA UM
Walcyr Carrasco

Nesta época, gosto de tratar da vida.
Dou a roupa que não uso mais.
Livros que não pretendo reler. Envio caixas para bibliotecas.
Ou abandono um volume em um shopping ou café, com uma mensagem: "Leia e passe para frente!".

Tento avaliar meus atos através de uma perspectiva maior.
Penso na história dos Três Porquinhos. Cada um construiu sua casa. Duas, o Lobo derrubou facilmente.

Mas a terceira resistiu porque era sólida. Em minha opinião, contos infantis possuem grande sabedoria, além da história propriamente dita.
Gosto desse especialmente.
Imagino que a vida de cada um seja semelhante a uma casa. Frágil ou sólida, depende de como é construída.

Muita gente se aproxima de mim e diz: Eu tenho um sonho, quero torná-lo realidade! Estremeço.
Freqüentemente, o sonho é bonito, tanto como uma casa bem pintada. Mas sem alicerces.

As paredes racham, a casa cai repentinamente, e a pessoa fica só com entulho. Lamenta-se.
Na minha área profissional, isso é muito comum.

Diariamente sou procurado por alguém que sonha em ser ator ou atriz sem nunca ter estudado ou feito teatro.

Como é possível jogar todas as fichas em uma profissão que nem se conhece?
Há quem largue tudo por uma paixão. Um amigo abandonou mulher e filho recém-nascido.

A nova paixão durou até a noite na qual, no apartamento do 10º andar, a moça afirmou que podia voar.
Deixa de brincadeira , ele respondeu.
Eu sei voar, sim! rebateu ela.
Abriu os braços, pronta para saltar da janela. Ele a segurou. Gritou por socorro. Quase despencaram.

Foi viver sozinho com um gato, lembrando-se dos bons tempos da vida doméstica, do filho, da harmonia perdida!

Algumas pessoas se preocupam só com os alicerces. Dedicam-se à vida material.

Quando venta, não têm paredes para se proteger.
Outras não colocam portas. Qualquer um entra na vida delas.
Tenho um amigo que não sabe dizer não (a palavra não é tão mágica quanto uma porta blindada).

Empresta seu dinheiro e nunca recebe. Namora mulheres problemáticas.
Vive cercado de pessoas que sugam suas energias como autênticos vampiros emocionais.
Outro dia lhe perguntei: Por que deixa tanta gente ruim se aproximar de você?
Garante que no próximo ano será diferente. Nada mudará enquanto não consertar a casa de sua vida.


São comuns as pessoas que não pensam no telhado. Vivem como se os dias de tempestade jamais chegassem.

Quando chove, a casa delas se alaga.
Ao contrário das que só cuidam dos alicerces, não se preocupam com o dia de amanhã.


Certa vez uma amiga conseguiu vender um terreno valioso recebido em herança.
Comentei
:
Agora você pode comprar um apartamento para morar.
Preferiu alugar uma mansão. Mobiliou. Durante meses morou como uma rainha.

Quase um ano depois, já não tinha dinheiro para botar um bife na mesa!

Aproveito as festas de fim de ano para examinar a casa que construí.

Alguma parede rachou porque tomei uma atitude contra meus princípios?
Deixei alguma telha quebrada?
Há um assunto pendente me incomodando como uma goteira?
Minha porta tem uma chave para ser bem fechada quando preciso, mas também para ser aberta quando vierem as pessoas que amo?


É um bom momento para decidir o que consertar. Para mudar alguma coisa e tornar a casa mais agradável.
Sou envolvido por um sentimento muito especial.
Ao longo dos anos, cada pessoa constrói sua casa.
O bom é que sempre se pode reformar, arrumar, decorar!
E na eterna oportunidade de recomeçar reside a grande beleza de ser o arquiteto da própria vida.


Fonte: internet

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Sagrada Família - último domingo de dezembro



Sagrada Família

Se o Natal tiver sido ao domingo; não tendo sido assim, a Sagrada Família celebrar-se-á no domingo dentro da Oitava do Natal.


Da alocução de Paulo VI, Papa, em Nazaré, 5.1.1964:O exemplo de Nazaré:Nazaré é a escola em que se começa a compreender a vida de Jesus, é a escola em que se inicia o conhecimento do Evangelho.


Aqui se aprende a observar, a escutar, a meditar e a penetrar o significado tão profundo e misterioso desta manifestação do Filho de Deus, tão simples, tão humilde e tão bela.


Talvez se aprenda também, quase sem dar por isso, a imitá-la.


Aqui se aprende o método e o caminho que nos permitirá compreender facilmente quem é Cristo.


Aqui se descobre a importância do ambiente que rodeou a sua vida, durante a sua permanência no meio de nós: os lugares, os tempos, os costumes, a linguagem, as práticas religiosas, tudo o que serviu a Jesus para Se revelar ao mundo.


Aqui tudo fala, tudo tem sentido.


Aqui, nesta escola, se compreende a necessidade de ter uma disciplina espiritual, se queremos seguir os ensinamentos do Evangelho e ser discípulos de Cristo.


Quanto desejaríamos voltar a ser crianças e acudir a esta humilde e sublime escola de Nazaré!


Quanto desejaríamos começar de novo, junto de Maria, a adquirir a verdadeira ciência da vida e a superior sabedoria das verdades divinas!


Mas estamos aqui apenas de passagem e temos de renunciar ao desejo de continuar nesta casa o estudo, nunca terminado, do conhecimento do Evangelho.


No entanto, não partiremos deste lugar sem termos recolhido, quase furtivamente, algumas breves lições de Nazaré.


Em primeiro lugar, uma lição de silêncio.


Oh se renascesse em nós o amor do silêncio, esse admirável e indispensável hábito do espírito, tão necessário para nós, que nos vemos assaltados por tanto ruído, tanto estrépito e tantos clamores, na agitada e tumultuosa vida do nosso tempo.


Silêncio de Nazaré, ensina-nos o recolhimento, a interioridade, a disposição para escutar as boas inspirações e as palavras dos verdadeiros mestres.


Ensina-nos a necessidade e o valor de uma conveniente formação, do estudo, da meditação, da vida pessoal e interior, da oração que só Deus vê.


Uma lição de vida familiar.


Que Nazaré nos ensine o que é a família, a sua comunhão de amor, a sua austera e simples beleza, o seu caráter sagrado e inviolável; aprendamos de Nazaré como é preciosa e insubstituível a educação familiar e como é fundamental e incomparável a sua função no plano social.


Uma lição de trabalho.


Nazaré, a casa do Filho do carpinteiro!


Aqui desejaríamos compreender e celebrar a lei, severa mas redentora, do trabalho humano; restabelecer a consciência da sua dignidade, de modo que todos a sentissem; recordar aqui, sob este teto, que o trabalho não pode ser um fim em si mesmo, mas que a sua liberdade e dignidade se fundamentam não só em motivos econômicos, mas também naquelas realidades que o orientam para um fim mais nobre.


Daqui, finalmente, queremos saudar os trabalhadores de todo o mundo e mostrar-lhes o seu grande Modelo, o seu Irmão divino, o Profeta de todas as causas justas que lhes dizem respeito, Cristo Nosso Senhor.


João Paulo II, na Carta dirigida à família, por ocasião do Ano Internacional da Família, 1994, escreve:A Sagrada Família é a primeira de tantas outras famílias santas.


O Concílio recordou que a santidade é a vocação universal dos batizados (LG 40).


 Como no passado, também na nossa época não faltam testemunhas do "evangelho da família", mesmo que não sejam conhecidas nem proclamadas santas pela Igreja...


A Sagrada Família, imagem modelo de toda a família humana, ajude cada um a caminhar no espírito de Nazaré; ajude cada núcleo familiar a aprofundar a própria missão civil e eclesial, mediante a escuta da Palavra de Deus, a oração e a partilha fraterna da vida!


Maria, Mãe do amor formoso, e José, Guarda e Redentor, nos acompanhem a todos com a sua incessante proteção.

Sagrada Família de Nazaré, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O PRESÉPIO


O PRESÉPIO HOJE


São Francisco e a história de uma tradição natalina




ROMA, sábado, 26 de novembro, 2011 
Quem inventou o presépio?, Por que o fez? O que tem a ver São Francisco com a história do presépio? Qual é o significado? Por que esta tradição resiste ao longo do tempo?
Para conhecer e aprofundar a história do presépio e a sua atualidade também no mundo moderno de hoje, ZENIT entrevistou o padre Pietro Messa, diretor da Escola Superior de Estudos Medievais e Franciscanos da Pontifícia Universidade Antonianum, em Roma.
Qual a relação entre São Francisco e o presépio?
Em 1223, exatamente no dia 29 de novembro, o Papa Honório III com a Bula Solet annuere aprovou definitivamente  a Regra dos Frades Menores. Nas semanas seguintes Francisco de Assis dirigiu-se para o eremitério de Greccio, onde expressou seu desejo de celebrar o Natal naquele lugar.
Para uma pessoa do local ele disse que queria ver com os "olhos do corpo" como o menino Jesus, na sua escolha de humilhação, foi deitado numa manjedoura. Portanto, determinou que fossem levados para um lugar estabelecido um burro e um boi – que de acordo com a tradição dos Evangelhos apócrifos estavam junto do Menino - e sobre um altar portátil colocado na manjedoura foi celebrada a Eucaristia. Para Francisco, como os apóstolos viram com os olhos corporais a humanidade de Jesus e acreditaram com os olhos do espírito na sua divindade, assim a cada dia quando vemos o pão e o vinho consagrados sobre o altar, acreditamos na presenção do Senhor no meio de nós.
Na véspera de Natal em Greccio não haviam nem estátuas e nem pinturas, mas apenas uma celebração Eucaristica numa manjedoura, entre o boi e o jumento. Só mais tarde é que este evento inspirou a representação do Natal através de imagens, ou seja, por meio do presépio, no sentido moderno.
Por que fez isso?
Francisco era um homem muito concreto e para ele era muito importante a encarnação, ou seja, o fato de que o Senhor fosse tangível por meio de sinais e de gestos, antes de mais nada, pelos sacramentos. A celebração de Greccio se coloca justamente neste contexto.
Como você explica a popularidade e a disseminação dos presépios?
Francisco morreu em 1226 e em 1228 foi canonizado pelo Papa Gregório IX; desde aquele momento a sua história foi contada, evidenciando a novidade e, graças também à obra dos Frades Menores, a devoção à São Francisco de Assis se espalhou sempre mais em um modo capilar. Como conseqüência também o acontecimento de Greccio foi conhecido por muitas pessoas que desejavam retratá-lo e replicá-lo, passando a apresentar e promover o presépio. Desta forma se tornou patrimônio da cultura e da fé popular.
Qual é o significado e por que a Igreja convida os fiéis a representar, construir, ter presépios em casa e em lugares públicos?
A Igreja sempre deu importância aos sinais, especialmente litúrgico sacramentais, tendo sempre o cuidado de que não terminassem numa espécie de superstição. Alguns gestos foram encorajados porque eram considerados adequados para a propagação do Evangelho e entre esses está justamente o presépio que sua simplicidade dirige toda a atenção à Jesus.
Qual é a relação entre o presépio e a arte? Por que tantos artistas o têm pintado, esculpido, narrado, ....?
Devido à sua plasticidade o presépio presta-se às representações na qual o particular pode se tornar o sinal da realidade quotidiana da vida. E justo esses detalhes da vida humana - os vestidos dos pastores, as ovelhas pastando, o menino preso à saia da mãe, etc - foram representados também como indícios ulteriores do realismo cristão que emana da Encarnação.
O que você acha da devoção popular pelo presépio ainda muito difundida entre o povo? Deve ser estimulada ou limitada?
Como São Francisco cada homem e mulher precisa de sinais; alguns já são incompreensíveis enquanto que outros pela sua simplicidade e imediatismo têm ainda uma eficácia. Entre estes podemos colocar o presépio e, portanto seja sempre bem vinda a sua propagação.
Tendo em conta este debate, sexta-feira, 18 novembro, foi realizada uma reunião na Pontifícia Universidade Antonianum (Hall Jacopone da Todi), com Fortunato lozzelli e Alessandra Bartolomei Romagnoli justamente sobre os lugares de Francisco de Assis na região do Lácio, com particular atenção para o santuário franciscano de Greccio.
Por Antonio Gasperi
Fonte: Zenit.org

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

E o Setembro chegou!



E O SETEMBRO CHEGOU!


Setembro, mês bonito, mês que traz esperança.
Agora que terminou o mês de agosto, que é um mês sufocante, não tanto pelo calor, mas pelas queimadas, ventania, poeira e por essa secura que se vê por todo lado; chegou o setembro e tudo começa modificar-se.

Setembro é o nono mês do ano, e podemos comparar como se fosse o final de uma gestação, que irá desabrochar em vida, alegria e esperança. Os campos começam a ficarem verdes e o verde embeleza os nossos olhos. Passou a aridez, o poeirão e as queimadas, com a chuva percebe-se uma brisa refrescante, e com ela a vida.

Com as primeiras chuvas, o campo revive, nascem os primeiros brotinhos, as folhinhas se abrem e a vida se manifesta. Com setembro também chega a primavera, estação das flores. E nessa estação todas elas se manifestam com seus coloridos e perfumes, os jardins ganham nova vida. Chegou setembro, o pólem fertilizante da vida se faz sentir no ar, ao respirarmos. E com este florescer, chegam as borboletas multicores, as abelhas para sugar o mel, e, os beija-flores em revoadas alimentam-se com o saboroso néctar.

Neste final de setembro, a orquídea que minha esposa plantou no tronco de um pé de romã, que temos em nosso jardim, floriu exuberante, pois, estão abertas treze flores perfumadíssimas, (sim, essas são perfumadas) tão brancas e puras, tal qual as almas dos anjos do céu. É uma maravilha, parece um ramalhete confeccionado. São tão alvas e radiantes que parecem com os belos e brancos cabelos do meu querido pai, que tem hoje oitenta e três anos de vida bem vividos.

Tanto nas florestas e campos, como nas ruas das cidades, as árvores florescem e se enfolham. Os ipês, as sibipirunas, os manacás e outras espécies com suas flores tornam o mundo multicolorido, embelezando o nosso viver. As árvores frutíferas seguem este mesmo ciclo, florescem e dão frutos que, logo irão nos alimentar.

No setor rural, a primavera marca o início do calendário (ano) agrícola. É o mês de transferência das famílias que desejem mudar-se de uma fazenda para outra, e essas mudanças fazem aumentar as esperanças de dias melhores. Nesse mês percebe-se que o clima muda-se completamente. O lavrador começa à trabalhar a terra, prepara-se o solo e lança-se as sementes. Junto com a semeadura ele lança toda sua esperança, e ao mesmo tempo com muita fé (o sertanejo é um homem cheio de fé) lança-se aos braços de Deus suplicando-lhe que seja abençoado em seu trabalho, para que essas sementes possam lhes trazer boas e abundantes colheitas.

Também para o cristão católico o mês de setembro é importante, nele festeja-se o mês da Bíblia, onde as comemorações da palavra de Deus são mais intensas. Oportunidade propícia para lançarmos, em terras férteis de nossos corações, as santas sementes da palavra de Deus. Sabemos que quanto mais se estuda a palavra Sagrada através da Bíblia, mais aumenta a fé, a esperança e a alegria de viver.

Setembro de 2001

Do livro Poemas de um sonhador: Nestor de Oliveira Filho

NOF

sábado, 6 de agosto de 2011

Família, Dom de Deus

Agosto de 2011

Semana Nacional da Família
Família, Pessoa e Socieadade
Com a Semana Nacional, a Igreja quer, uma vez mais, salientar a importância da família, que, talvez mais que outras instituições, tem sido colocada em questão pelas amplas, profundas e rápidas transformações da sociedade e da cultura. Por isso, é fundamental um olhar atento dirigido à família, patrimônio da humanidade. O contexto atual exige da nossa ação evangelizadora um profundo ardor missionário para ajudar as famílias à não perderem de vista a sua missão primordial de ser a primeira escola das virtudes sociais de que as sociedades têm necessidade. A família participa decisivamente no desenvolvimento da sociedade. É o lugar privilegiado para forjar no coração do homem os valores perenes, sejam eles espirituais ou civis.


terça-feira, 14 de junho de 2011

Arqueólogos poderiam ter encontrado o retrato mais antigo de Jesus




Roma, 05 Abr. 11 / 01:54 pm (ACI)


Especialistas na Inglaterra e na Suíça analisam umas lâminas de bronze encontradas na Jordânia que poderiam conter o retrato mais antigo de Jesus, ao mostrar o rosto de um homem com uma coroa de espinhos e a inscrição "Salvador de Israel".


Conforme informa o jornal britânico Daily Mail, os 70 códices de bronze foram encontrados entre os anos 2005 e 2007 em uma colina com vista ao Mar da Galiléia. As peças atualmente são avaliadas sob estrita confidencialidade por peritos na Inglaterra e Suíça para determinar sua antigüidade e procedência, mas se estima que datariam do século I da era cristã.


O códice mais chamativo tem o tamanho de um cartão de crédito, está selado por todos lados e oferece uma representação em três dimensões de uma cabeça humana.


O dono dos códices é Hassan Saida, um caminhoneiro beduíno que vive na aldeia árabe de Umm Al-Ghanim, Shibli. Ele negou-se a vender as peças e só cedeu duas amostras para que sejam analisadas no exterior.


Segundo o jornal, as peças foram encontradas originalmente em uma cova da cidade de Saham na Jordânia. A cova está a menos de 160 quilômetros de Qumran, a zona onde se acharam os famosos papiros do Mar Morto, uma das evidências mais famosas da historicidade do Evangelho.

Fonte: http://acidigital.com/noticia.php?id=21521

terça-feira, 7 de junho de 2011

O Céu de Colina




O céu de Colina é mais lindo

Amigos, todas as vezes que visito Colina (SP) me entusiasmo e me emociono. Tanto por rever os meus queridos e matar aquela saudade dorida, como por rever o esplendor da imensidão divisando a terra e o céu. Numa palavra, me extasio ao olhar o céu de Colina. Não existe céu mais lindo que este!

Dias atrás trocando mensagens com o amigo Padre José Pedro Batista, quando ele, enaltecendo sua querida Itararé (SP) e cantando amores pela sua terra natal, pelo seu sítio e pela casa onde ele nasceu e viveu sua infância e juventude, e (ele) vendo também com que amor e carinho eu trato e tento divulgar com poesias e canto a minha querida Colina; enviou-me esta mensagem:

Caro amigo Nestor, agradeço-lhe pelo comentário que fez pela maneira que trato minha terra. E concordo com sua observação de que o "céu de nossa terra parece mais bonito". E tenha certeza de que o nosso céu natalino é mais bonito porque ele é mais do que uma beleza estética, mas uma beleza que condensa uma reserva de sentido existencial em todas as dimensões humana, sobretudo sócio-político-religiosa, que desperta em nós o sentido da pertença, da relação de poder a que nos envolvemos e das razões que nos motiva a viver. Por isso o céu de Colina sempre será o Santuário onde Deus se manifestou com amor pleno para o senhor e para todos que lá nasceram. Deus abençoe e proteja o senhor e sua família. Com carinho.
Padre José Pedro Batista (Vigário Paroquial na Grande São Paulo)

Nestor de Oliveira Filho - 01/06/2008