quarta-feira, 26 de maio de 2010

Meu Enxadão Querido




















Foto do autor, meu pai.
Meu Enxadão ‘Querido’

Oh! Enxadão querido, quando te pego, em minhas mãos, vêm-me tantas recordações, nesse instante vem-me uma saudade, que sai do fundo do meu coração. Você sabe que essa nossa amizade vem desde o ano de 1941. Lembro-me que foi no começo de setembro que o nosso administrador mandou o fiscal avisar todos nós, colonos, da fazenda para que, quem não tivesse, fôssemos comprar, pois tínhamos um serviço para ser executado e todos precisariam desta ferramenta. Então eu fui para Colina, e lá na Casa São Domingos eu te encontrei e te comprei. A colheita de café daquele ano foi fraca e terminou um mês antes do prazo. Assim a fazenda nos mandou em uma invernada (pasto grande), que ficava na divisa com a fazenda Santa Genoveva, para arrancarmos todos os arbustos de amendoim, arranhagatos, lixas e cipós de todas as qualidades, foi um mês de serviço bruto, mas, foi divertido. E você, enxadão, foi meu grande companheiro nessa empreitada. Depois que arrancamos os arbustos fomos roçar as ervas e capins rasteiros. Então foi mais divertido ainda, era bonito ver, aqueles cem homens, todos manejando as suas foices. Levávamos um eito de duzentos metros de extensão, duzentos indo e duzentos voltando, era bonito e engraçado ver o bailar das foices. Naquela invernada havia muitas aves e bichos, pegamos várias cobras cascavel que, em caixas, eram mandadas para o Instituto Butantã. Quantos passarinhos, nhambus e codornas que pegamos! Várias codornas, ao levantar vôos do ninho, batiam nas nossas foices, que estavam no alto para dar o golpe no capim, e caiam mortas. Lembro-me que um cachorro do mato saiu no meio de nós, e, pega daqui e pega dali, ele conseguiu vazar o cerco passando entre as pernas de um colega e saiu ileso fugindo para o mato. Se este enxadão velho falasse, quantas coisas ele ia contar! Já perdi até as contas de quantos tocos ele me ajudou a arrancar. Lembro-me também, que naquela capineira beirando a mata da fazenda do senhor João Henrique Paro, você enxadão ajudou-me a desbravá-la, arrancando todos aqueles tocos. Quantos buracos você fez! E também quantas cercas fizemos juntos! Lembra dos cochos (para colocar os alimentos dos animais) que você ajudou-me a furar, querido enxadão! Devo admitir, enxadão, que você é mais forte que eu; ou seja: você furou aquele coxo de aroeira e não sentiu nada, enquanto que eu fiquei cansado e com o corpo todo dolorido. Meu querido enxadãozinho, você me ajudou a criar meus queridos filhinhos, por isso é que eu lhe estimo tanto. Eu não dou e nem vendo você para ninguém. Você é para mim uma jóia preciosa e me acompanha há mais de meio século. Em todas as casas que nós mudamos, era com você que eu furava os buracos para fazer as cercas e, também, para fincar as estacas dos varais de roupa. Você acompanhou-me durante vinte e um anos, na roça, e quando mudei para a cidade, você também veio, pois a nossa união para o trabalho era tão grande que não tive coragem de ti deixar. Eu coloquei você em cima do caminhão e partimos, porém, eu vim de Trem e quando aqui cheguei você já estava me esperando. Um dia desses, ao olhar-te, eu senti dó em ver-te com este cabo de peroba, tão grosso, pesado e comprido. Esse cabo tira boa parte de sua força, na hora de penetrar na terra. Eu estou velho e já estou parando com minha empreitada, ao passo que você, ainda vai longe, vai furar buracos por mais uns sessenta anos. Até lá; somente Deus saberá onde estarei. Da minha parte eu espero estar com nosso Pai no céu. E você, meu enxadão, quando estiver bem pequeno, com sua lâmina toda gasta, vão te vender como sucata e te derreter na fornalha, e, provavelmente, na fundição de ti farão uma nova ferramenta e com isso um outro trabalhador comprar-te-á e vocês seguiram uma nova jornada.
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Nestor de Oliveira
Novembro de 2003

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Reflexão de um Padre


(Foto: Batina Clerical)

Reflexão de um padre sobre a sociedade Hipócrita!
Por Pe. Leonardo Holtz Peixoto

Nestes últimos dias a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo tem sido, mais uma vez, vítima do sensacionalismo midiático. Sabemos que escândalos existem e, infelizmente, dentro da Santa Igreja inclusive. Mas isso não deveria ser novidade para ninguém, uma vez que o próprio Nosso Senhor declarou no Evangelho: “Ai do mundo por causa dos escândalos! Eles são inevitáveis, mas ai do homem que os causa!” (Mt 18,7). A pedofilia é, deveras, uma vergonha! É um pecado que brada aos céus além de crime. Violar ou violentar uma criatura tão pura como uma criança é um absurdo!Mas já que a palavra em voga é CONDENAÇÃO, é aqui que eu também condeno essa sociedade moderna por HIPOCRISIA. Vestir seus filhinhos como pequenos adultos não seria também uma forma de violar a inocência pueril? Permitir que eles assistam a determinados programas como as novelas do horário “nobre” ou o BBB (que torna os que o assistem Bestiais, Boçais e Baldados…) não seria também uma forma de violar a inocência? Menininhas altamente pintadas, usando esmaltes e vestidinhos ousados… crianças falando palavrões e gírias obscenas.As crianças de hoje sabem letras de músicas (se é que se pode chamar aquilo de música) que só de pensar sinto vergonha. E os pais? Riem e acham engraçadinho. Incentivam. Os que incentivam tal tipo de comportamento, que deturpa e degrada a pureza da infância, são os mesmos hipócritas que amanhã querem acusar e condenar o Papa pelos erros dos outros! Se a sociedade está do jeito que está, lembremo-nos: fomos NÓS que a fizemos assim!Hoje um(a) jovem de 12, 13 anos tem mais malícia que eu! Ai minha santa infância! Como eu dancei ao som de “Balão Mágico”! Aos 12 anos eu ainda jurava que Papai Noel e Coelhinho da Páscoa existiam; eu discutia e brigava feio com quem afirmasse o contrário. Aos 15 anos eu ainda sentava no chão depois do colégio para montar Lego! E como eu gostava de ver o Jaspion[1] na TV Manchete! Eles hoje sabem de muito mais coisas que eu nessa idade.
Não estou aqui defendendo nem encobertando erros como o do Monsenhor de Arapiraca, mas daí aquele jovem de 19 anos de idade dizer que sentia nojo de estar na cama do sacerdote é um pouco demais. Tenha paciência! Em primeiro lugar alguém com 13 ou 14 anos já sabe o que é certo e errado, que se dirá de um homem de 19 anos! Além do mais não vi nenhuma cara de insatisfação por parte do jovem em questão no vídeo que assisti quando ele estava em suas práticas com o sacerdote.Coitadinhos dos adolescentes de hoje! São tão inocentes! Ser virgem hoje é cafona! E essas “pulseirinhas da amizade” coloridas? Uma graça não é? Mas quando arrebentadas dão o direito àquele que a arrebentou a fazer diversas coisas. Cada cor corresponde a uma ação que vai desde um selinho ou uma passada de mão à sexo oral! Quanta inocência! Afinal isso é que é cultura! É isso que eles estão aprendendo na escola. Até porque se não aprenderem a matemática ou a química, não tem problema algum: o governo garante a eles a aprovação automática! E eles serão nossos médicos, engenheiros, psicólogos de amanhã. Quem sabe um deles não vire presidente, não é mesmo companheiro leitor?Mas voltando ao problema da crise na Igreja, qualquer pessoa sensata sabe que tal crise nem de longe está relacionada à pedofilia. Ou será que a pedofilia é MONOPÓLIO da Igreja Católica? Culpam o celibato. E os senhores e senhoras, chefes de família, com filhos, que não são celibatários, ou seja, que praticam sexo e que cometem a pedofilia? Seria isso também culpa do celibato e da Igreja? E os turistas internacionais que compram pacotes de viagem para o Nordeste brasileiro, com jovens menores já inclusas no seu pacote de férias, alimentando assim o turismo sexual, isso também é culpa da Igreja? Mas a mídia explora esses casos? Ah… não! Atacar a Igreja dá mais ibope, aumenta a audiência e vende mais jornais e revistas.Não creio que o problema da Igreja e do clero hoje seja com a pedofilia, mas sim com o homossexualismo.
Aqui esbarramos mais uma vez na HIPOCRISIA da sociedade hodierna. Vivemos numa sociedade que faz apologia ao homossexualismo; que ensina aos nossos jovens desde cedo que ser “gay” é normal; numa sociedade onde se o reitor de um seminário expulsar o candidato ao sacerdócio (seminarista) por ser homossexual ele pode ser preso! Numa sociedade que ostenta seu orgulho “gay” em paradas.Não é irônico que a sociedade que defende o homossexualismo, seja a mesma sociedade que quer condenar um padre por ser homossexual? Não faço aqui nenhuma apologia ao homossexualismo eclesiástico, só quero levantar o seguinte questionamento: que moral tem essa sociedade INÍQUA para condenar um padre que tenha uma fraqueza ou uma inclinação dessa natureza?É engraçado. Dizem por aí: “o padre é um homem comum como qualquer outro”. Pois é, só que quando ele faz as coisas que um “homem comum” faz, logo os hipócritas de plantão se erguem ardilosamente prontos para condená-lo.O mundo perdeu a fé! Bem disse Jesus: “Mas, quando vier o Filho do Homem, acaso achará fé sobre a terra?” (Lc 18,8). Desde quando o sacerdote era tratado como um homem comum? Em parte isso é culpa da própria Igreja! Jesus fundou a Igreja e a deixou no meio do mundo, não para ela se conformar ao mundo (“Não vos conformeis com este mundo” – Rm 12,2), mas para Evangelizá-lo, ensiná-lo, orientá-lo. Numa tentativa de “dialogar” com o mundo em constante mudança o que a Igreja ganhou com isso? A Igreja cedeu e cedeu muito para se aproximar do mundo moderno. Escancarou as portas e deixou a mundanização entrar. E o mundo cedeu o que para a Igreja? Nada! Absolutamente nada!Diziam que a Missa em Latim afastava o povo. Um padre de costas, rezando numa língua que ninguém sabe; isso precisava mudar, pois afastava o povo da Igreja. Ironicamente os jovens de hoje cantam em inglês, desenham ‘mangás’[2] e tatuam letras japonesas e sei lá mais o que pelo corpo, e não tem problema nenhum com isso. Mas coitadinhos! Eles tem problemas em aprender o Latim e o Canto Gregoriano.
Realmente é muito mais difícil dizer a Salve Regina do que listar todas as ‘digievoluções’ dos Digimons[3] ou quantos tipos de Zords[4] diferentes tem os Power Rangers[5].Mudaram a Missa para atrair mais fiéis. Ganhamos o que com isso? Uma evasão tremenda! O Mundo era Católico. Agora há uma proliferação de seitas diferentes a cada dia que passa. O padre agora tem que sambar no altar, porque Missa boa é a Missa que é animada. E a Missa, em muitos lugares, virou forró!O Sacerdote usava sua batina. Ao longe já se sabia: vem o padre aí! Um missionário de Deus. As crianças acorriam ao bom sacerdote para pedir a bênção e ganhar um santinho ou uma balinha. Não que a veste mude o caráter de ninguém, mas como ele estava OBRIGADO a usar aquele roupão preto em TEMPO INTEGRAL, creio que isso o obrigava a pensar duas vezes antes de se comportar levianamente ou freqüentar determinados lugares. Mas alguém achou que um padre de batina ficava “muito distante do povo”.O padre precisava ser mais acessível para que as pessoas sentissem que o padre é humano como elas. EIS O RESULTADO: o padre moderno retirou a batina e deixou aflorar a humanidade: com isso ele se aproximou dos fiéis. Alguns levaram ao pé da letra e se aproximaram demais, se é que me faço entender. Os padres modernos saem pra boates, bares, shows… fumam, bebem… porque a SOCIEDADE HIPÓCRITA reclama do que está acontecendo? Não foi ela mesma que pediu que os padres fossem mais “acessíveis”?Ta aí! Estão todos acessíveis! Até eu tirei a minha batina. Acharam que eu parecia muito arrogante e antiquado usando minha batina preta e meu barrete. “Ninguém mais usa isso, você vai ser o único diferente no meio dos padres”, me disseram. Sofri deboches, comentários depreciativos, perseguição e até ameaça de não ser ordenado padre por causa da minha batina e do meu gosto pela Missa Tradicional em Latim.Usar batina e rezar em latim não pode.
Mas freqüentar lugares impróprios para sacerdotes, ser pedófilo ou homossexual ou, quem sabe, comprar um imóvel de 2 Milhões de Reais, desnecessariamente, desfalcando o caixa da Arquidiocese isso pode? Irônico não? Fui chamado de louco por usar uma batina. Quem está louco agora?Muita coisa mudou… o mundo mudou… a Igreja mudou! O respeito ao Sagrado era impecável. As senhoras de saias comportadas e véus. Os senhores usavam ternos ou roupas sociais para a Missa. Hoje elas se despem cada vez mais e eles vão de hawaianas e bermudas para a Missa. A desculpa é o calor. Só o povo sente calor não é mesmo? O padre tem que estar coberto com todos os paramentos e celebrar assim mesmo, mas o povo, coitado, sente calor.O espírito de sacrifício, de mortificação morreu. Hoje todos querem o bem-estar!Oferecer a Deus o cansaço, o calor, ou qualquer incômodo em espírito de sacrifício e renúncia? “Ah isso é coisa da idade média!” é o que dizem. Por isso vivemos num mundo DOENTE! Essa sociedade está na UTI! Vivemos num mundo de almas tíbias! Não são capazes de nenhum tipo de mortificação! Por isso até a Missa tem que se tornar agradável ao público, como se fosse um espetáculo de circo. Quando isso acontece Deus deixa de ser o centro da liturgia e o homem assume esse lugar: “o homem é deus para o homem” (Ludwig Feuerbach[6]).E o silêncio e o respeito pelas coisas sagradas, por onde andam? A Igreja hoje se transformou num clube social. Um local de encontro semanal para se “colocar as fofocas em dia”, tomar conta da vida alheia, ou qualquer outra atividade, menos para rezar. Duvido que se ouvia um “pio” sequer no interior de uma Igreja antigamente. Hoje parece uma feira. É um falatório interminável dentro dos nossos templos antes e depois das Missas.Alguém sabe de cor os cantos antigos? Uma ladainha? Todos os católicos de hoje sabem rezar um terço de cor ou a oração do Ângelus? Não! Mas o que aconteceu no capítulo da novela de ontem, sabem na ponta da língua.
A Eucaristia, o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor eram tratados com dignidade. O Sacrário ficava no centro da Igreja, no altar. Hoje Jesus foi retirado para uma capela lateral. Sua presença no centro das igrejas impedia o povo de conversar. Era preciso colocar Deus numa capela lateral para dar mais espaço para o homem. Claro é mais fácil retirar o sacrário do que educar, catequizar, doutrinar.A comunhão era recebida de joelhos. Por motivos óbvios! Diante de Deus, a melhor atitude é a de adoração. No Antigo Testamento, ao simples som do nome de Deus, os israelitas já se prostravam com o rosto em terra. Nós que temos a presença do próprio Deus Vivo, na Eucaristia, o recebemos de pé, e pior: nas mãos!O zelo pelas coisas de Deus era impressionante. Numa época considerada “atrasada” como a Idade Média, por exemplo, foram construídas maravilhas de templos como Chartres ou Notre Dame. Hoje com toda nossa tecnologia, arquitetura e engenharia se fazem igrejas cada vez mais feias. O mesmo vale para os paramentos, que passaram dos brocados e rendados ao liso-sem-graça; até os vasos sagrados sofreram perdas: os cálices modernos são os mais feios possíveis. Porque essa derrocada na arte litúrgica?A desculpa é a mesma sempre: “Jesus foi simples, então temos que fazer coisas simples”. Bobagem! Jesus também foi judeu, e nem por isso somos judeus. Isso é falsa humildade! Demagogia! Muitos que falam essa frase ensaiada e pronta “Jesus foi simples” são os primeiros a terem o carro do ano e a viajarem todo ano para a Europa. E os que não fazem isso só não o fazem, por que não tem condições, pois se um dia tiverem farão o mesmo.Ou seja, para SI o melhor, mas pra Deus, o que for mais simples. A liturgia DEVE ser ESPLENDOROSA SIM, porque é feita para o Rei dos Reis! Tem que se usar sedas e brocados mesmo! Tem que se usar ouro sim! Os melhores incensos também! É uma manifestação de fé.
Tratar a liturgia de qualquer maneira passa para os outros (quem não é cristão) uma imagem de desleixo, mostra que nem sequer acreditamos no que celebramos. Aliás, será que os cristãos de hoje – o clero inclusive – acredita mesmo no que celebra?Enfim, adianta agora reclamar do que está acontecendo na Igreja e no mundo? Ou será que pensamos que a “crise da Igreja” começou agora com os casos de pedofilia? A crise já existe há muito tempo! Ela foi instaurada nos anos 60 e fomos nós (Igreja) que a alimentamos. Agora sofremos as conseqüências. Com razão o Papa Paulo VI afirmou:“Por alguma brecha a fumaça de Satanás entrou no templo de Deus. […] Acreditava-se que, depois do Concílio, viria um dia de sol para a história da Igreja. Em vez disso, veio um dia de nuvens, de tempestade, de escuridão, de busca, de incerteza. Pregamos o ecumenismo, e nos distanciamos sempre mais dos outros. Procuramos cavar abismos em vez de aterrá-los. Como aconteceu isso? Confiamo-vos um Nosso Pensamento: houve a intervenção de um poder adverso. Seu nome é o Diabo”(Paulo VI, Discurso em 29 de Junho de 1972)Nestes tempos de trevas, só uma palavra tem me alimentado a esperança: “et portæ inferi non prævalebunt adversum eam” – “e as portas do inferno não poderão vencê-la” (Mt 16,18).Senhor, tende piedade de nós e aumentai a nossa fé!Rio de Janeiro, 23 de Abril de 2010Festa de São Jorge.
Pe. Leonardo Holtz Peixoto
Pároco da Paróquia Bom Pastor no Rio de Janeiro
[1] Seriado Japonês famoso nos anos 80.
[2] ‘Cartoons’ (desenhos) típicos do Japão.
[3] Desenho animado Japonês, sucesso entre os jovens.
[4] São robôs gigantes, utilizados para batalhas num seriado Estadunidense famoso.
[5] Seriado Estadunidense popular entre as crianças e os adolescentes.
[6] Filósofo Alemão, 1804-1872.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

O vencedor do dragão



23 de abril – dia de São Jorge

S. Jorge foi soldado no tempo das perseguições romanas. É representado lutando contra o dragão. Conta-se que, numa região da Itália havia um terrível dragão que não dava sossego para a população. Era preciso entregar-lhe duas ovelhas por dia para acalmá-lo.
As ovelhas acabaram.
E agora? Foi preciso recorrer às vítimas humanas. Estas seriam escolhidas por sorte. A primeira a ser sorteada foi a própria filha do rei. Convocaram então o valente soldado Jorge, conhecido como grande guerreiro, para matar a fera insaciável.
Ele veio, mas pediu como recompensa que todos se batizassem. Enfrentou o dragão e o venceu galhardamente. Cerca de 15 mil pessoas receberam o Batismo.

Esta lenda tem várias versões. O certo é que São Jorge é um dos santos mais populares. Só na Inglaterra existem 160 igrejas dedicadas a ele.

São Jorge era da Capadócia, Itália. Foi martirizado em Lida, na Palestina, por volta do ano 303 dC.

Padre Clóvis de Jesus Bovo CSsR
http://www.boletimpadrepelagio.org

sábado, 27 de março de 2010

Domingo de Ramos


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Ramos 2010: Hosana Hey
Com o Domingo de Ramos, iniciamos a Semana Santa.
A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém marca o fim daquilo que Jerusalém representava para o Antigo Testamento e assinala o início da nova Jerusalém, a Igreja, que se estenderá por todo o mundo
como um sinal universal da futura redenção.
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Na Igreja primitiva a celebração desse domingo focalizava aspectos diferentes:
Em Roma, o tema central era a Paixão do Senhor; em Jerusalém, era a Entrada triunfal de Jesus, destacando a Procissão dos ramos.
.Atualmente, as duas tradições se integram numa única celebração.
Por isso, a celebração começa com o rito da bênção dos ramos,
a leitura da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e a procissão.
Termina com a celebração da Eucaristia, com a proclamação da Paixão.

Nos unimos ao Povo de Jerusalém, que aclama alegre e feliz: "Hosana ao Filho de Davi".

O Povo estende seus mantos a Jesus que passa, montado num burrinho, e com entusiasmo o saúda com ramos nas mãos.
Os fariseus reclamam dessa agitação "exagerada".
E Jesus responde: "Se eles se calarem, as pedras gritarão..."
É a entrada do "Príncipe da Paz", que esconde os trágicos acontecimentos da paixão.

O Sentido da Paixão e Morte de Jesus: A morte de Jesus deve ser entendida no contexto daquilo que foi a sua vida. Desde cedo, Jesus percebeu que o Pai o chamava a uma missão: Anunciar a Boa Nova aos pobres e pôr em liberdade os oprimidos.
Para concretizar este projeto, Jesus passou pelos caminhos da Palestina, "fazendo o bem" e anunciando um mundo novo de vida, de liberdade, de paz e de amor para todos.
Ensinou que Deus era amor e não excluía ninguém, nem os pecadores; ensinou que os pobres e os marginalizados eram os preferidos de Deus.
Avisou os “ricos” e os poderosos, de que o egoísmo e o orgulho,
só podiam conduzir à morte.

O projeto libertador de Jesus entrou em choque com as autoridades, que se sentiram incomodadas com a denúncia de Jesus: não estavam dispostas a renunciar poder, influência, domínio, privilégios.
Por isso, prenderam Jesus, julgaram-no, condenaram-no e pregaram-no na cruz. A morte de Jesus é a conseqüência do anúncio do Reino
que provocou tensões e resistências.

Celebrar a Paixão e Morte de Jesus é abismar-se na contemplação de um Deus a quem o amor tornou frágil...
Por amor, ele veio ao nosso encontro, assumiu os nossos limites,
experimentou a fome, o sono, o cansaço, conheceu a mordedura das tentações, tremeu perante a morte, suou sangue antes de aceitar a vontade do Pai; e, estendido no chão, esmagado contra a terra, traído, abandonado, incompreendido, continuou a amar.

Contemplar a Cruz onde se manifesta o amor de Jesus:
Significa assumir a mesma atitude de amor, de entrega e solidarizar-se com os que continuam sendo crucificados...
Significa denunciar tudo o que gera ódio, divisão, medo...
Significa evitar que os homens continuem a crucificar outros homens.
Significa aprender com Jesus a entregar a vida por amor...
Somos convidados a começar a Semana Santa, com um novo ardor...
Caminhemos até a Páscoa com amor.

A presença dos ramos em nossos lares deve ser uma lembrança de que hoje aclamamos a Jesus, como nosso Rei, e que desejamos aclamá-lo durante toda a nossa vida, como nosso Salvador.

Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 28.03.2010

sábado, 6 de março de 2010

Oração do Matuto



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Bonito texto da poesia caipira.
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(Religiosidade e Folclore caipira)
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Oração do Matuto

Ói Deus,
Nóis tá sempre pedindo as coisas pro Sinhô.
Nóis pede dinhero,
Nóis pede trabaio
Nóis pede pra chovê
E se chove demais
Nóis pede pra pará
Mode a coiêta num afetá.

Nóis pede amô,
Nóis pede pra casá
Pede casa pra morá
Nóis pede saúde
Nóis pede proteção
Nóis pede paiz,
Nóis pede pra dislindá os nó
Quando as coisa cumprica
Mode a vida corrê mió.

Quano a coisa aperta nóis reza
Pedindo tudo que farta
É uma pedição sem fim
E quano as coisa dá certo,
Nóis vai na igreja mais perto
E no pé de argum santo
Que seja de devoção
Nóis deixa sempre uns merréis
E lá no cofre da frente
Nóis coloca mais uns tostão.

Mais hoje Meu Sinhô
Bateu uma coisa isquisita
E eu me puis a matutá
Nóis pede, pede e pede
Mais nóis nunca pregunta
Comé que o Sinhô tá
Se tá triste ou tá contente
Se percisa darguma coisa
Que a gente possa ajudá
E por esse esquecimentp
O sinhô tem que nos adiscurpá

Ói Deus, nóis sempre pensa
Que o Sinhô num percisa de nada
Mas tarvez num seja assim
Tarvez o Sinhô percisa de mim
Sim, o Sinhô percisa, sim
Percisa da minha bondade
Percisa da minha alegria
Percisa da minha caridade
No trato c’os meus irmão.

Nóis semo seu espêio
Nóis semo a Sua Criação
Nóis num pode fazê feio
Nem ficá fazendo rodeio
Nem desapontá o Sinhô
Nem amargá o seu sonho
Que foi um sonho de amô
Quando essa terra todinha criô.

Ói Deus, eu prometo
Vo rezá de ôtro jeito
Vo pará com a pedição
E trocá milagre por tostão
Tarvez eu inté peça uma graça
Mas antes vo vê direitinho
O que é que andei fazendo de bão.
E se nada de bão eu encontrá
Muito vo me envergonhá
E ainda vo pedi perdão.

Texto:Fátima Irene Pinto

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Dar valor a quem merece


Precisamos de educadores, não de imbecís...
O educador Antônio Barreto, um dos maiores cordelistas da Bahia, acaba de voltar ao Brasil com os versos mais afiados que nunca.


Desta vez o alvo é o anacrônico programa BBB-10 da TV Globo. Nesse novo cordel intitulado "Big-Brother Brasil, um programa imbecil" ele não deixa pedra sobre pedra. São 25 demolidoras septilhas (estrofes de 7 versos):

Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.
E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…

Salvador, 16 de janeiro de 2010

Antonio Barreto, natural de Santa Bárbara-BA, residente em Salvador.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O Crucifíxo do Haiti


Foto das ruinas de uma igreja no Haiti, onde só a imagem de Cristo crucificado ficou intacta após o terremoto de janeiro de 2010.
Artigo escrito pelo Padre Francisco Agamenilton Damascena
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O CRUCIFIXO DO HAITI

...Acabo de ver a imagem do Crucifixo da Igreja Sacre Coeur du Tugeau, no Haiti, exibida pelo Fantástico, programa da Rede Globo. O templo sagrado desabou e restou aquele Crucifixo, quase intacto, grande, erguido, exposto aos olhares que banham de lágrimas as noites haitianas. As pessoas param em frente a ele, choram e rezam.
...Esta imagem provoca o ser pensante. Por que foi assim? Por que aquele Crucifixo resistiu ao equivalente a 30 bombas nucleares como a de Hiroshima? E Cristo ficou ali. Parece ser aquela Sexta-Feira Santa, em Jerusalém, no alto do Calvário.
...Pus-me a pensar e contemplar a chocante cena. Abri as Sagradas Escrituras e pus-me a ouvir o Senhor. O Filho do Homem permaneceu naquele lugar, representado pela imagem, para dizer aos sofredores haitianos que eles não estão sozinhos. Jesus Cristo está crucificado com eles e eles com Cristo. “Suas dores são minhas dores; suas lágrimas são minhas lágrimas; seu sangue é o meu sangue. Estou na cruz despido, como vocês que agora se encontram despidos de tantos bens.” Como disse o Profeta Isaías: “a verdade é que ele tomava sobre si nossas enfermidades e sofria, ele mesmo, nossas dores” (Is 53,4).
...Os braços do Filho de Deus permaneceram abertos em Porto Príncipe para acolher o clamor de homens e mulheres transpassados pela lança da destruição, da fome, da sede, da perda de esperanças. O lado aberto do Cordeiro de Deus ficou ali, às margens da rua destruída, para dar descanso e consolo aos que ainda gritam por socorro debaixo dos escombros de uma cidade cujo concreto tombou sobre vidas cheias de sonhos. “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos e eu vos darei descanso” (Mt 11,28). O Crucificado resistiu às forças cósmicas para dar refúgio e abrigo aos que vagueiam pelas ruas sem destino.
...O Crucifixo do Haiti foi mais forte que o terremoto para manter viva na mente e coração dos que por aquela rua passarem a boa notícia: “prova de amor maior não há, que doar a vida pelo irmão” (Jo 15,13). Ali ficou uma imagem sagrada feita de matéria, porém, ao seu lado, ficaram os corpos de homens e mulheres, que viveram até o fim o Mandamento Novo. Eles foram imagens vivas do Bom Pastor que dá a vida por suas ovelhas. Trata-se da Dra. Zilda Arns e quinze sacerdotes presentes naquela igreja no momento da tragédia. Eles estavam juntos porque queriam amar intensamente as crianças daquela nação que esperavam por vida e vida em abundância.
...O Crucifixo do Haiti permanece erguido e o Espírito de Deus fala aos corações das pessoas de bem que salvam aquela sofrida gente. “Pois eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me recebestes em casa; eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; ... Todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!” (Mt 25, 35-36.40).
...O Crucificado ressuscitou e enviou do Pai o Espírito Santo renovando todas as coisas. Ele ficou naquela destruída rua para dizer: “Coragem, eu venci o mundo” (Jo 16,33). Em meio ao caos da maior tragédia enfrentada pela ONU, há esperança, a luz dissipa as trevas em cada pessoa resgatada com vida, e em cada criança amparada. E o brilho volta a resplandecer nos olhos que agora choram os mortos. É a força criativa e reconstrutora do Amor estampada no Crucificado do Haiti.
Padre Francisco Agamenilton Damascena
Vice-reitor do Seminário Diocesano São José
Uruaçu (GO) Brasil
Janeiro de 2010

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Parabéns


Simples homenagem,
mas de coração,
à minha esposa
pelo seu aniversário.

.
.
.Hoje está aniversariando
Quem eu amo de verdade.
Boa festa em família,
Muito amor e alegria,
À toda nossa irmandade.
Ao colher mais uma flor,
No jardim da sua vida,
Te desejo mil saúde,
Que o pai de céu lhe ajude
A ter paz e felicidade.

Vinte e um do mês primeiro,
Data linda para ela.
Todos querem lhe abraçar
Teu coração só sabe amar,
É a grande virtude dela.
Eu lhe dou a minha vida
Faça o que você quiser.
Também rezo ao Bom Jesus
Mande sempre muita luz
Ao coração desta mulher.

Ela com quinze e eu dezenove,
Dois jovens, grande esperança.
No jardim, aquele beijo
Saciou nosso desejo
E não saiu mais da lembrança.
Tanto tempo se passaram
E é fiel o nosso amor.
Hoje, olhando o calendário
Vi que é seu aniversário,
Cinqüenta e 'uns' botões de flor.

Eu à vejo bela e pura
Como a linda flor de rosa.
Igual a flor do cafezal,
Linda aurora matinal,
Dedicada e amorosa.
Seu nome pronunciado,
Alegram os ouvidos meus
E em oração a Jesus Cristo
Mande do céu, eu peço isto,
Amor e luz pros passos teus.

Na verdade esta mulher,
Sem fazer comparação,
É uma noite estrelada,
É uma lua prateada
Numa noite de verão.
É o cantar de um passarinho,
É uma águia no espaço.
Tua força me anima.
Te dou amor e muita estima,
Parabéns, e um forte abraço.

Americana,21/01/2010
Nestor de Oliveira Filho

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Santos Reis




Santos Reis

Visitam Menino Jesus
.
.
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(06/01/2010)
.

Em nome da Trindade
Começo aqui nesta hora
Pai, Filho e Espírito Santo.
E São José e Nossa Senhora

No deserto é sofrimento
o calor é ofegante
Mas com esta estrela-guia
meu caminho sigo avante

Com fé e com coragem
cumpriram todo o destino
Essa estrela está dizendo
que nasceu um Deus-menino

Pai, Filho, Espírito Santo
À Trindade vamos cantar
Ao Deus Uno, Trino e Eterno
Honra e Glórias vamos dar

Louvado seja Deus-menino
Meia-noite galo cantou
Com ouro, incenso e mirra
Os Três Reis O presenteou

Na aridez vida se esconde
Quanta angústia: Deus me valei
Homens fortes pela fé
À procurar o Maior Rei

Cantador da quarta voz
O da cinco e o da seis
Estão todos convocados
Vêm cantar para os Três Reis

Numa grande harmonia
Os foliões e o festeiro
Vamos dar um grande viva
Aos Três Santos verdadeiro

Viva Deus Onipotente
Rei Gaspar e Belchior
Baltazar e São José
Santa Maria; mulher maior

Noite bela, noite linda
Que mostrou a estrela Guia
Viva a Família Sagrada
Viva o Filho de Maria

Os Tres Reis do Oriente
Numa cena acolhedora
Encontraram o recém-nascido
Deitado na manjedoura

Herodes homem malvado
seu coração endureceu
Por ciúme e por vingança
Quiz matar Filho de Deus

Ajudados pelo Anjo
Refugiaram-se no Egito
E foram pra Nazaré
Conforme o Anjo lhes tinha dito

A Boa-Nova de Deus Pai
Jesus ensinou ao povo
Em Jesus Cristo a Igreja de Deus
Inaugurou um tempo Novo!
Janeiro de 2010
Nestor de Oliveira Filho

sábado, 19 de dezembro de 2009

Jubileu do Nascimento de Jesus, 2.000.º

FELIZ NATAL!


PEQUENO, MENINO GRANDE...
Raiou uma esperança
Nova luz resplandeceu
Nasceu-nos um menino
Jesus, Filho de Deus

A sua estrela guia
No céu fez um clarão
Os anjos anunciaram
Já nasceu a Salvação

Na plenitude dos tempos
Por amar sua criação
Deus do céu mandou seu Filho
Pra fazer a redenção

Ele veio tão humilde
Numa noite calma e bela
Nunca mais no mundo houve
Outra noite como aquela

Os anjos cantaram hinos
Os pastores foram avisar
Vamos todos a Belém
Um menino visitar

O seu nome é Emanuel
Deus conosco, vem ficai
Sua mãe chama Maria
E José, é o seu pai

Noite bela noite santa
Mansidade prateada
Lua clara, estrela d’alva
Manjedoura abençoada
Os pastores ajoelharam
E adoraram com carinho
Os três Reis também chegaram
Vendo a estrela em seu caminho

Longe do povo e da cidade
Este fato aconteceu
No meio dos animais
O menino Deus nasceu

Jubilosos, adoremos
O menino que é Senhor
Comemorar seu jubileu
Dois mil anos de amor

Pequenino, menino grande
Este Rei que agora temos
Rei do céu, da terra e do universo
Teu aniversário festejaremos


Americana, 13/12/2000
Nestor de Oliveira Filho

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Acróstico - Noite Feliz



Nascimento de Jesus
O Messias salvador
Imagem de Deus Pai
Tempo de Luz e Amor
Ele cumpriu sua missão
Foi fiel mesmo na dor
Ele veio para todos
Livrou-nos do traidor
Indicando o caminho certo
Zeloso e Bom Pastor

Dezembro de 2009
NOfilho

FELIZ NATAL!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Santíssima Missa, Eucaristia



Servo de Deus Papa Pio XII
Pontificado (02/03/1939 - 09/10/1958)



Pius PP. XII
Eugenio Pacelli






Santíssima Missa, Eucaristia

“Até quando sobre algum campo de nosso globo despontar uma espiga de trigo e pender um cacho de uvas, e um sacerdote subir compenetrado ao sacrifício do altar, o Hóspede divino estará conosco; e o crente curvará na fé a mente e o joelho diante duma hóstia consagrada, como na última ceia os apóstolos no pão e no vinho consagrados que o Salvador lhes dava dizendo ‘Isto é o Meu Corpo; Isto é o Meu Sangue’ adoraram Cristo, o Mestre divino, com aquela pura e alta fé que crê nos portentos de sua palavra, e da qual se deduz a interna adoração, fé sem a qual é vão o sinal de dobrar um joelho. Daquela hora do cenáculo começaram os séculos do Deus da Eucaristia; o giro do sol iluminou os passos com suas auroras e os seus ocasos, as vísceras da terra escavadas, acorreram salmodiando; nos ermos, nos cenóbios, nas basílicas, sob os aéreos pináculos inclinaram-se a Ele, pastor e povos, príncipes e exércitos.”

(Servo de Deus Pio XII)

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Talvez; Amanhã



Talvez; Amanhã

Matas chorando murmuram
A perda da seiva na dor.
Riachos secando na fonte
Só se vêem fumaças e dor.

Gerações vindouras incertas
Que planeta queremos deixar
Maldita será nossa era
Se tudo como está continuar.

Crianças cheias de sonhos
Esperam futuros melhores.
A ganância, cultura de morte,
É dos vícios, o pior dos piores.

Porém sempre há novo dia
No horizonte se faz despontar
A cada manhã que renasce
Nova chance pra recomeçar.

Vai brilhar o sol da justiça
E o meu sonho se realizará
Homens conscientes virão
E a terra um paraíso será.

Nestor de Oliveira FilhoHoje 17 de setembro de 2009
47-° Aniversário da minha chegada a Americana.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Navegar; é preciso



NAVEGAR; É PRECISO!
Nestor de Oliveira FilhoNossa vida é um barquinho a navegar,
Nas águas correntes e nas águas do mar.
Há tempos que as águas são tão mansas,
Que fazem inspirarmos vitórias e esperanças.

Noutros tempos são águas bravias, torrenciais...
Que o barquinho não consegue sair do cais.
Transformando, neste tempo, a nossa vida
Numa angústia tão penosa e dolorida.

Quando o barco em águas mansas vai remando
E um bom vento, a favor, nele soprando,
O leme é leve, o barco vai a alto mar.

Sempre em busca, a nossa vida vai em frente,
O importante é lançar boa semente,
E no regresso, trazer amor para ofertar.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

As Cores da Minha Tropa


As Cores da Minha Tropa

Vou dizer nestes meus versos
Coisas simples e diferentes.
A idade de um bom cavalo,
O comprador vê pelos seus dentes.

Variadas são as cores
Dos cavalos que eu conheci.
Tem o branco inteirinho,
Mas poucos desses eu vi.

O preto, inteiro, é uma cor bonita.
Mas não é fácil de se encontrar.
Sempre surge uma cor no meio,
E vem com o preto misturar.

O pêlo castanho, nos cavalos,
É a cor que mais se manifesta.
Cavalos de pêlos de cor castanho
Têm uma estrela branca na testa.

O tordilho quando é novo
Tem o pêlo acinzentado.
E se transforma em pedrês
Quando fica mais erado.

Tem o pêlo acastanhado claro,
O bom cavalo alazão.
Toda sua crina é amarelada,
É um baita cavalão.

Cavalo pinhão é quase preto
Com uma listra branca na testa.
Ele chega e ganha a atenção,
Pode crer, ali tem festa.

O pedrês é chumbadinho
Bonito pra se olhar,
Quando novo ele era tordilho,
É muito bom pra trabalhar.

Branco e castanho é o pampa,
Seu corpo é todo malhado.
Forma desenho, a sua cor,
Parece que ele foi pintado.

O cavalo come capim
E gosta muito de milho.
É preto chumbadinho de branco
Esse aqui da cor rosilho.

Castanho claro com manchas brancas
É esse o cavalo bragado,
Com listra branca na testa,
É um cavalo afamado.

Igual a cor de um rato grande
É a cor do cavalo libuno.
Montar no cavalo e passear,
Com esta alegria eu me uno !

Nestor de Oliveira Filho
10/12/2001

quinta-feira, 30 de julho de 2009

O Verdadeiro Sábio


O Verdadeiro Sábio
Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras, e as observa, será semelhante ao homem prudente que edificou a sua casa na rocha.
(Mt 7,24)
“Lembre-se, é através da família que o mundo é sustentado, pois, é nas famílias que nascem as vocações e a boas almas.”
Senhor dá-me esta sabedoria que vem de Vós para que eu possa cultivar minha fé, ouvir, crer e praticar os Teus ensinamentos contidos na Sagrada Escritura, na tradição e no magistério da Santa Igreja Católica.
Isto eu Te peço Senhor, para que eu tenha o discernimento e a sabedoria para construir e conservar minha família sobre esta rocha que És Tu meu Deus.
Pois se vier, ou melhor, para quando vier sobre minha família a chuva da incompreensão, que eu saiba defendê-la com humildade e o diálogo.
Quando trasbordarem os rios das angústias e desesperos, que eu possa buscar em Ti o ponto de equilíbrio e paz.
E se, por acaso, os ventos do ciúme e da inveja investir contra ela, que eu saiba buscar em Ti toda a fortaleza.
Quando sobre minha família soprarem os ventos da doença, que eu saiba Senhor, dar acolhimento, ter forças e não deixar passar em vão este momento de dor, mas sim oferecer-Lhe para juntar-se aos Teus na Cruz pela salvação das almas.
Quando as tempestades do ateísmo, do secularismo e da falsa ciência investirem contra minha família, que eu tenha sempre, e em quaisquer ocasiões, a coragem e a fortaleza em defendê-la buscando tua Graça e a força em teus ensinamentos, me apoiando sempre em Ti meu Deus maravilhoso, pois só Tu és meu Deus e meu Senhor!
E quando chegar a velhice, a grande caminhada vencida, marido e mulher, mulher e marido, eu e você de mãos dadas relembrando o nosso caminho percorrido, de frente um para o outro e olhando bem no fundo dos nossos olhos, ali no altar da vida perante a Ti, Senhor, que possamos render-Lhes graças e dizer; valeu a pena, Senhor. Obrigado nosso Deus!
Amém!
Americana, 30/07/2009
Nestor de Oliveira Filho
Nestor e Zenaide

quinta-feira, 16 de julho de 2009

VIDA



VIDA

Vida é água que cria, é uma sonora melodia,
É a força que renasce.
Vida é o olhar da criança, é a fé e a esperança,
É ver Jesus face a face.
Vida é um trigal espigado, é um arrozal cacheado,
É alimento que refaz.
Vida é a luz da manhã, é a doçura da maçã,
É energia, é luz e paz.

Vida é o jardim que enfeita, é o amor que aceita,
É fazer de ti meu irmão.
Vida é um amigo encontrado, é perdoar, e perdoado,
É viver na união.
Vida é uma atitude cristã, é o cheiro do verde hortelã,
É gostar de alguém.
Vida é um céu colorido, é um pão repartido,
É a força do bem.

Vida é a água da fonte, é um bonito horizonte,
É ser fraternal.
Vida é a cantiga do coração, é cumprir bem a missão,
É o bem sobre o mal.
Vida é a chuva que cai, é a benção de um pai,
É a família unida.
Vida é o néctar da flor, é um gesto de amor,
É a promessa cumprida.

Americana, 21/02/2004

Nestor de Oliveira Filho

NOSSA SENHORA DO CARMO


Nossa Senhora do Carmo - Invocada em momentos de aflição -
Comemora-se em 16 de julho

Há muito tempo atrás, os religiosos carmelitas saíram do monte Carmelo e das proximidades da Palestina e foram para a Europa, fugindo da perseguição dos sarracenos. Mas, mesmo no Ocidente, sofreram muitas injustiças. Em 1245, Simão Stock foi eleito superior geral da ordem. Frente à situação em que se encontravam, pediu a Maria, entre fervorosas orações, que os protegessem e que desse um singelo sinal desta proteção. A Mãe de Deus, comovida com as súplicas do religioso, apareceu a ele, e lhe entregou um escapulário do Carmo, dizendo as palavras: “Recebe, meu querido filho, este escapulário como sinal da minha confraria e prova do privilégio que obtive para ti e para todos os carmelitas; é um sinal de salvação, um escudo nos perigos, um penhor de paz e aliança eterna. Aquele que morrer revestido deste escapulário será preservado do fogo do inferno”. Isso aconteceu em 16 de julho de 1251, em Cambridge, no condado com o mesmo nome. Desde então, a notícia do aparecimento da Virgem se espalhou e a ordem dos carmelitas encontrou a paz, a simpatia das pessoas e cresceu prodigiosamente. Simão Stock, após ter trabalhado muito na difusão do santo escapulário, morreu em Bordéus, em 16 de julho de 1265. A ordem dos carmelitas deve seu nome ao monte Carmelo, na Palestina, que era anteriormente habitado pelo profeta Elias, proclamado pelos carmelitas como seu fundador. Novecentos anos antes de Cristo, os eremitas do monte Carmelo prestavam culto profético à futura Mãe do Redentor do Mundo. Depois da aparição, a ordem foi chamada pelos próprios carmelitas de Ordem da Virgem Maria. Posteriormente, os cristãos passaram a chamar de Ordem de Nossa Senhora do Carmo.

Aparição de Nossa Senhora do Monte Carmelo a Simão Stock

A Ordem do Carmelo tem raízes tão antigas quanto gloriosas; acredita-se, e com fortes razões, que esta Ordem seja a continuação da escola dos profetas, estabelecida pelo Profeta Elias no Monte Carmelo. Seus discípulos estavam em primeiro lugar, na lista dos convertidos ao cristianismo nascente, e o Carmelo tornou-se o berço da vida monástica após Jesus Cristo.
Após a dispersão dos Apóstolos, no ano 38, estes construíram uma capela em honra de Maria e se dedicaram, essencialmente, a celebrar os Seus louvores. Mais tarde, enfrentaram muitos sofrimentos, por parte de sarracenos e muçulmanos, quando a França, juntamente com toda a Europa, criou as Cruzadas, com o objetivo de arrancar os Lugares Santos das mãos dos infiéis. Foi por ocasião destas adversidades, sofridas pela Ordem do Carmelo, ou Ordem do Carmo, que os Carmelitas chegaram à França, com o rei São Luis estabelecendo diversas casas naquele país, implantando a Instituição na Inglaterra, igualmente.

Em 1245, São Simão Stock tornou-se o superior geral dos Carmelitas sem jamais deixar de reavivar a devoção à Maria em sua Ordem. No dia 16 de julho, ao delicado surgir da aurora, a Virgem Maria, cercada por respeitosa multidão de Anjos, apareceu-lhe, envolta em luz e vestida com o hábito do Carmelo. Colocou sobre si o escapulário da Ordem, dizendo:

"Recebe, diletíssimo filho, este Escapulário de tua Ordem como sinal distintivo e a marca do privilégio que obtive para ti e para todos os filhos do Carmelo; é um sinal de salvação, uma salvaguarda nos perigos, aliança de paz e proteção sempiterna. Quem morrer com ele será preservado do fogo eterno."
Essa graça especialíssima foi imediatamente difundida nos lugares onde os Carmelitas estavam estabelecidos e, autenticada, por meio de muitos milagres que, ocorrendo por toda parte, fizeram calar os adversários dos Irmãos da Santíssima Virgem do Monte Carmelo. São Simão Stock fez prodígios para confirmar a realidade desta visão. Origina-se daí a devoção do escapulário de Nossa Senhora do Carmo.

O Papa Pio XII recomendou essa devoção que entende o escapulário como uma veste mariana, símbolo da proteção da Mãe de Deus. Esta foi a origem da Confraria de Nossa Senhora do Carmo (ou do Monte Carmelo), para os cristãos que, não podendo abraçar a Regra, desejam atrair para si as prometidas bênçãos do escapulário. O privilégio mais considerado, acordado à confraria, além deste que Maria revelou a São Simão Stock, foi revelado ao Papa João XXII: a promessa da libertação do Purgatório, logo no primeiro sábado após a morte, para os confrades do Monte Carmelo, fiéis ao espírito e às regras da Confraria. Além destes dois privilégios, numerosas indulgências são associadas ao escapulário.

Segundo o Abade L. Jaud,
Vie des Saints pour tous les jours de l'année (Vida dos Santos para cada dia do ano),
Tours, Mame, 1950.
Extraído via Internet

quarta-feira, 8 de julho de 2009

EU ASSISTI A MISSA POR VOCÊ


É o testemunho de um filho sobre um fato acontecido com seu pai muitos anos atrás - fato que teve influência fundamental na vida daquele filho.
Eu assisti a Missa por você

Por Padre Stanislaus SS.CC.:

“Um dia, muitos anos atrás, em uma pequena cidade do Luxemburgo, um Capitão dos Guardas Florestais achava-se entretido em animada conversa com o açougueiro, quando uma mulher idosa entrou no açougue. O açougueiro interrompeu a conversa para indagar da velha senhora o que ela desejava. A mulher explicou-lhe que havia ido até ali para conseguir um pequeno pedaço de carne, mas que não tinha dinheiro para pagar. O capitão estava achando muito divertido o diálogo entre a pobre mulher e o açougueiro: - Apenas um pequeno pedaço de carne, mas quanto você vai pagar por ele?
- Desculpe-me, eu não tenho dinheiro, mas eu assistirei à missa por você, em sua intenção. Ambos, o açougueiro e o Capitão, eram bons homens, mas muito indiferentes no que se referia à religião e, então, imediatamente, começaram a troçar da resposta da velhinha. Tudo bem, disse-lhe o açougueiro, você vai assistir à missa por mim e, quando você voltar, eu lhe darei tanta carne quanto a missa pesar, quanto ela valer.
A mulher saiu, assistiu à missa e retomou. Ela se aproximou do balcão e o açougueiro, ao vê-la, disse-lhe: Tudo bem, agora vamos ver. Ele tomou um pedaço de papel e nele escreveu: EU ASSISTI A MISSA POR VOCÊ. O açougueiro, então, colocou o papel em um dos pratos da balança e, no outro, depositou um osso pequeno e fino, mas nada aconteceu. Em seguida ele trocou o osso por um pedaço de carne, porém o papel continuou a pesar mais. Os dois homens começaram a se sentir envergonhados com a sua zombaria, mas continuaram com a brincadeira. Um grande pedaço de carne foi, então, colocado na balança, mas o papel manteve-se mais pesado. Exasperado, o açougueiro examinou toda a balança, mas ela estava perfeita. O que você quer, minha boa mulher? Perguntou o açougueiro. Precisarei dar a você uma perna inteira de carneiro? Enquanto falava, colocou a grande perna de carneiro na balança, mas o papel em muito superou o peso da carne. Então, uma peça ainda maior de carne foi colocada naquele prato, mas novamente, o peso permaneceu no lado do papel.
Aquilo impressionou tanto o açougueiro que ele converteu-se no mesmo instante e prometeu oferecer à mulher, dali por diante, a sua ração diária de carne. No que concerne ao Capitão, ele deixou o açougue transformado e tornou-se um ardente freqüentador da missa diária. Dois de seus filhos ordenaram-se sacerdotes, um deles como jesuíta, o outro como padre do Sagrado Coração. E Padre Stanislaus termina o seu testemunho dizendo: “Eu sou aquele Religioso do Sagrado Coração e o Capitão era meu pai”. Desde aquele instante, o Capitão passou a assistir à Santa Missa diariamente e seus filhos foram educados seguindo o seu exemplo. Mais tarde quando seus filhos tornaram-se sacerdotes, ele os advertiu, para que celebrassem a Missa corretamente e todos os dias e para que nunca perdessem o Sacrifício da Missa por alguma falta pessoal”
Extraido do blog.cancaonova.com/felipeaquino

domingo, 5 de julho de 2009

EQUILÍBRIO



Bem que eu me esforço para ser assim, mas...

Equilíbrio

Para sentir-me preenchido tenho que ser estável.
Para ser estável é necessário equilíbrio.
O equilíbrio entre :
Ser alegre, e não inconveniente.
Ser sincero, e não machucar.
Ser firme nas idéias, e não arrogante.
Ser humilde, e não submisso.
Ser rápido, e não impreciso.
Ser contente, e não complacente
Ser despreocupado, e não descuidado.
Ser amoroso, e não apegado
Ser pacífico, e não passivo
Ser disciplinado, e não rígido.
Ser flexível, e não frouxo.
Ser comunicativo, e não exagerado.
Ser obediente e não cego.
Ser doce, e não melado.
Ser moldável, e não tolo.
Ser introspectivo, e não enclausurado.
Ser determinado, e não teimoso.
Ser corajoso , e não agressivo.
.(desconheço o Autor)

terça-feira, 30 de junho de 2009

FESTA DA BICHARADA

...Festa da Bicharada

Corre muito e é veloz
A avestruz é ave grande
Mas quando ela vê o perigo
Sua cabeça ela esconde


A águia, deusa das aves
Vive só lá nas alturas
Quando ela faz vôo rasante
Suas garras a presa segura







O burro tem muita força
Mas, inteligência dizem que não
Quando não está no arado
Ele está puxando o carroção


Ao nascer ela é lagarta
Depois vem a mutação
São borboletas revoando
Nos jardins em floração




Cachorro é o amigo do homem
Diz assim, velho, ditado
Porem, juízo ele não tem
Mesmo sendo bem adestrado


A cabra é mansa e medrosa
Berra pra chamar a atenção
Esteja no vale ou nos morros
Seu leite é alimento bom



Carneiro bichinho divino
Entrega sua vida sem berrar
Sua lã é um bom cobertor
Para o nosso corpo esquentar

O camelo é desengonçado
Mas é útil lá no deserto
Caminha noites e dias
Pra chegar no dia certo


A cobra tem feneno forte
E também é traiçoeira
No início foi amaldiçoada
À rastejar-se e a comer poeira
Bicho bonito é o coelho
Na mandinga quebra o azar
Aquele que é mandingueiro
Não deixa de seu pé carregar



O cavalo serve o homem
É bonito e muito forte
Montado nele, o imperador
Gritou: independência ou morte
É o maior dos animais
Porém, é pouco elegante
Vocês sabem quem é ele?
É o enorme elefante




Na festa da bicharada
Sempre tem um ganhador
O galo sempre é o melhor
Se o assunto é ser cantor

Na festa da bicharada
Aparece algum ladrão
O gato por ser manhoso
Ganhou a difamação




Seu andar é desengonçado
Em terra, não tem destreza
O jacaré é mais valente
Quando está lá na represa
O leão diz que é o rei
Na festança meteu sua pata
Porém, o homem que é mais astuto,
Com um só tiro, a ele mata




O macaco entra na festa
Só pensando em brincar
Faz micagem e faz careta
Com a intenção de atrapalhar

O porco é um bicho azarado.
Estar na festa ou não: é o mesmo...
Pois no final o que é bom
É o seu gostoso torresmo.



Das ramagens do sertão
Ele veio pra - festa - enfeitar.
Suas penas são multicores;
É bonito o pavão desfilar.

Com uma grande exibição
Ele chega para festejar
O peru roda bonito
Pra sua fêmea se entusiasmar

.

Numa pose exuberante
Para o touro festa é jogo
Numa luta tão ferrenha
De suas ventas cuspe fogo

Põe à espreita a sua presa
Na corrida ele é veloz
Na festa só quer ganhar
Esse tigre é bem feroz




Na festa tem que ser paciente
E não pode desanimar
Olhe a experiência do urso
Que, em neve, vai se embernar

Eita bichinho bonito!...
Que vive em campina e prado
Na festa vive a pular
Muito esperto é o veado




Pra fechar a nossa festa
Eu vou usar uma porteira
Trancar os bichos aqui
Juntos com a vaca leiteira


Nestor de Oliveira Filho - 17/10/2005

segunda-feira, 29 de junho de 2009

CAÇADA INFELIZ




Caçada Infeliz

No município de Rezende
Este fato se passou
Na fazenda Boa Sorte
Foi meu pai quem me contou.

Meu pai tinha sete anos
E já entrava lá na mata
Meu avô dava o tiro
E dizia, vai lá e cata.

Na mata grotão da água
Muitas caças tinham, então.
Era só ter pontaria
E bastante munição.

Meu avô saiu caçar
Em um dia impropriado
Não encontrava nenhuma caça
Estava tudo, muito, calado.

Ele achou um pouco estranho
Toda aquela situação
Mas, corajoso como era
Foi entrando no sertão.

Tenho muita munição
Vou caçar o dia inteiro
Não volto pra casa sem nada
Não vou ficar sapateiro.

Derrepente em sua frente
Um serelepe surgiu.
Ele mirou bem a espingarda
E logo o tiro saiu.

O serelepe estava num tronco,
Alto, dois metros do chão,
Seu formato era uma cruz,
Corpo esticado, aberto as mãos.

À cada tiro que ele dava,
Com um gesto inesperado,
O serelepe girava
E votava no mesmo lado.

Depois de muitos tiros
Sem conseguir acertar,
Prometendo que seria o último,
Ele conseguiu derrubar.

Mandou pegar o bichinho
No meio da folharada,
Revirou para todo lado,
Mas ali não tinha nada.

Nesse instante caiu em si
Veio-lhe na imaginação
Que aquilo era um aviso.
Para Deus pediu perdão.

Saiu depressa da mata
Foi para casa rezar,
Passou o resto do dia
Com a família à brincar.

Americana, 13/07/2001

Nestor de Oliveira Filho